{"id":23135,"date":"2024-02-21T09:01:00","date_gmt":"2024-02-21T12:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/geartips.club\/blog\/?p=23135"},"modified":"2026-09-18T12:13:17","modified_gmt":"2026-09-18T15:13:17","slug":"aprenda-sobre-vegetacao-da-sua-aventura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/geartips.club\/blog\/aprenda-sobre-vegetacao-da-sua-aventura\/","title":{"rendered":"Meio Ambiente e atividades ao ar livre: aprenda sobre a vegeta\u00e7\u00e3o da sua aventura"},"content":{"rendered":"<p>Quando praticamos atividades ao ar livre em ambientes naturais, entre morros, montanhas e afloramentos rochosos, a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9, sem d\u00favidas, o aspecto ambiental que mais se destaca na paisagem. Suas cores, biodiversidade e caracter\u00edsticas diversas, que variam por todo o territ\u00f3rio nacional, encantam todos os tipos de aventureiros.<\/p>\n<p>Mas como podemos saber um pouco mais, em um \u00e2mbito geral, sobre a vegeta\u00e7\u00e3o de um determinado local? Este artigo vai te apresentar um \u00f3timo caminho para facilitar esse processo. Atrav\u00e9s do uso do Banco de Informa\u00e7\u00f5es Ambientais \u2013 BDIA do IBGE, voc\u00ea entender\u00e1 um pouco mais sobre o assunto em uma escala de an\u00e1lise ampla. Seguindo a s\u00e9rie de artigos s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/?s=%22Meio+Ambiente+e+atividades+ao+ar+livre%22&amp;post_type=post\" target=\"_blank\" title=\"Leia os outros textos desta s\u00e9rie\" rel=\"noopener\">\u201cMeio Ambiente e Atividades ao Ar Livre\u201d<\/a>, apresentaremos como voc\u00ea poder\u00e1 usar o BDIA para aprender um pouco mais sobre o tema da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Vegeta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Para entender mais sobre o tema, voc\u00ea pode acessar o BDIA atrav\u00e9s do link: <a href=\"https:\/\/bdiaweb.ibge.gov.br\" target=\"_blank\" title=\"IBGE BDIA\" rel=\"noopener\">https:\/\/bdiaweb.ibge.gov.br<\/a>. Basta acessar o site e come\u00e7ar a ter acesso a uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-1-site-BDIA.jpg\" alt=\"Site do IBGE - BDIA\" width=\"1024\" height=\"467\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23259\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-1-site-BDIA.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-1-site-BDIA-300x137.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-1-site-BDIA-768x350.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 1 &#8211; P\u00e1gina inicial do Banco de Informa\u00e7\u00f5es Ambientais \u2013 BDIA.<\/span><\/p>\n<p>O BDIA disponibiliza bases tem\u00e1ticas de recursos naturais do territ\u00f3rio nacional ajustadas \u00e0 escala 1:250.000 e 1:1.000.000, incluindo a vegeta\u00e7\u00e3o. Os mapas possuem diferentes n\u00edveis de navega\u00e7\u00e3o, organizados em camadas de informa\u00e7\u00e3o exibidas em mapas web, com suporte de gr\u00e1ficos e tabelas.<\/p>\n<p>Utilizando o teclado e o mouse de seu computador, voc\u00ea poder\u00e1 navegar facilmente por toda a variada composi\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es expostas sobre imagens de sat\u00e9lite de todo o Brasil, ou sobre informa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas extra\u00eddas da plataforma colaborativa Open Street Map. Assim, poder\u00e1 consultar as informa\u00e7\u00f5es que precisa. Veja o exemplo na imagem, abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-2-vegetacao-site-bdia.jpg\" alt=\"Site do BDIA - Detalhes da vegeta\u00e7\u00e3o na Ilha Grande\" width=\"1024\" height=\"462\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23260\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-2-vegetacao-site-bdia.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-2-vegetacao-site-bdia-300x135.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-2-vegetacao-site-bdia-768x347.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 2 &#8211; Navega\u00e7\u00e3o sobre a Ilha Grande, no Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<h2>Informa\u00e7\u00f5es sobre a vegeta\u00e7\u00e3o no site do BDIA<\/h2>\n<p>Para acessar a sess\u00e3o correspondente \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o, basta clicar no \u00edcone com o mesmo nome. Assim voc\u00ea ter\u00e1 acesso ao mapa interativo e tem\u00e1tico de todo o Brasil, no tema selecionado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/icone-vegetacao-ibge-bdia.jpg\" alt=\"\u00cdcone da se\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o no site do BDIA\" width=\"239\" height=\"181\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23261\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 3 &#8211; \u00edcone que d\u00e1 acesso ao mapa de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Navegando sobre a Ilha Grande (RJ), por exemplo, observamos no canto esquerdo superior, um campo de pesquisa onde \u00e9 poss\u00edvel fazer uma busca por alguma unidade de vegeta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na qual se tem o interesse de saber sua localiza\u00e7\u00e3o. No canto esquerdo inferior existe uma ferramenta de dicion\u00e1rios de conceitos que podem contribuir na resolu\u00e7\u00e3o de alguma d\u00favida que aparecer. Al\u00e9m disso, vemos no canto direito superior a presen\u00e7a de duas abas. A primeira aba, de legenda, serve como uma consulta r\u00e1pida sobre todas as informa\u00e7\u00f5es sobre a vegeta\u00e7\u00e3o que aparecem na tela. Na aba a seguir, denominada \u201cCamadas\u201d, vemos quais os n\u00edveis de informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o ativos durante a consulta. Neste n\u00edvel de entendimento, trabalharemos somente com a camada da \u201ccobertura Vegetal\u201d.<\/p>\n<p>Como parte importante do melhor entendimento dos conceitos apresentados neste artigo, ser\u00e3o utilizados conceitos e defini\u00e7\u00f5es presentes no Manual T\u00e9cnico de Vegeta\u00e7\u00e3o Brasileira \u2013 2\u00aa Edi\u00e7\u00e3o revista e ampliada, no Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica \u2013 IBGE. Dispon\u00edvel gratuitamente para download em: https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/index.php\/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=263011. Recomendamos que toda a consulta realizada ao BDIA por aventureiros leitores deste Artigo seja acompanhada da consulta ao Manual.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-3-manual-tecnico-vedetacao-brasileira.jpg\" alt=\"Manual T\u00e9cnico da Vegeta\u00e7\u00e3o Brasileira\" width=\"815\" height=\"868\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23262\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-3-manual-tecnico-vedetacao-brasileira.jpg 815w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-3-manual-tecnico-vedetacao-brasileira-282x300.jpg 282w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-3-manual-tecnico-vedetacao-brasileira-768x818.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 815px) 100vw, 815px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 4 &#8211; Capa do Manual T\u00e9cnico de Vegeta\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/span><\/p>\n<p>Nesta publica\u00e7\u00e3o, traremos dois exemplos pr\u00e1ticos de consultas, relacionados aos biomas da Amaz\u00f4nia e do Pantanal. Assim podemos consolidar o aprendizado do uso da ferramenta e ainda apresentar caracter\u00edsticas de biomas pouco detalhados nos artigos anteriores.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE (2024), um bioma pode ser considerado como um conjunto de vida vegetal e animal, com agrupamento de tipos de vegeta\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximos e que podem ser identificados em n\u00edvel regional, com condi\u00e7\u00f5es de geologia e clima semelhantes e, al\u00e9m disso que sofreram os mesmos processos de forma\u00e7\u00e3o da paisagem.<\/p>\n<p>No Brasil encontramos seis tipos de biomas: Amaz\u00f4nia, Mata Atl\u00e2ntica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. Nossos Biomas demonstram a grande diversidade natural e a riqueza de recursos naturais do Brasil, destacam a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o ambiental e sendo palco de grandes aventuras.<\/p>\n<p>Na Amaz\u00f4nia, navegando pelo BDIA at\u00e9 o ponto mais alto do territ\u00f3rio brasileiro, o Pico da Neblina, vemos que a regi\u00e3o \u00e9 caracterizada por dois tipos gerais de coberturas vegetais: rlh+Dlu (pr\u00f3ximo ao pico) e Dmu (\u00e0 leste).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-5-site-bdia-cobertura-vegetal-pico-neblina.jpg\" alt=\"Cobertura vegetal pr\u00f3xima do Pico da Neblina\" width=\"1024\" height=\"479\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23263\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-5-site-bdia-cobertura-vegetal-pico-neblina.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-5-site-bdia-cobertura-vegetal-pico-neblina-300x140.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-5-site-bdia-cobertura-vegetal-pico-neblina-768x359.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 5 &#8211; Coberturas vegetais pr\u00f3ximas ao Pico da Neblina.<\/span><\/p>\n<p>Ao clicarmos sobre a primeira, abre-se a caixa de informa\u00e7\u00f5es sobre o elemento e entendemos que a sigla rlh trata-se de um Ref\u00fagio Vegetacional Alto-Montano herb\u00e1ceo, sendo a vegeta\u00e7\u00e3o predominante. Em complemento, a sigla Dlu \u00e9 entendida como uma Floresta Ombr\u00f3fila Densa Alto-Montana com dossel uniforme, sendo a segunda cobertura vegetal local. A figura abaixo demonstra a caixa de informa\u00e7\u00f5es mencionada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-6-site-bdia-infos-vegetacao-pico-neblina.jpg\" alt=\"Caixa de informa\u00e7\u00f5es sobre a vegeta\u00e7\u00e3o do Pico da Neblina\" width=\"1024\" height=\"456\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23264\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-6-site-bdia-infos-vegetacao-pico-neblina.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-6-site-bdia-infos-vegetacao-pico-neblina-300x134.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-6-site-bdia-infos-vegetacao-pico-neblina-768x342.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 6 &#8211; Caixa de informa\u00e7\u00f5es sobre a vegeta\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o do Pico da Neblina.<\/span><\/p>\n<p>Segundo o SNIF (2023), podemos entender o ref\u00fagio vegetacional como toda e qualquer vegeta\u00e7\u00e3o floristicamente e fision\u00f4mico-ecologicamente diferente do contexto geral da flora dominante, ocorrendo em situa\u00e7\u00f5es especial\u00edssimas como o caso de comunidades em altitudes acima de 1.800m, sendo alto-montano herb\u00e1ceo, assim caracterizado, como um Campo de Altitude. Desta forma, segundo a Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA n\u00ba 10, de 1993 (BRASIL, 1993) em seu art. 5\u00ba, entendemos os campos de altitude como:<\/p>\n<p><em>\u201cvegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica de ambientes montano e alto-montano, com estrutura arbustiva e\/ou herb\u00e1cea, que ocorre geralmente nos cumes lit\u00f3licos das serras com altitudes elevadas, predominando em clima subtropical ou temperado. Caracteriza-se por uma ruptura na sequ\u00eancia natural das esp\u00e9cies presentes nas forma\u00e7\u00f5es fision\u00f4micas circunvizinhas. As comunidades flor\u00edsticas pr\u00f3prias dessa vegeta\u00e7\u00e3o s\u00e3o caracterizadas por endemismos\u201d.<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 a segunda cobertura vegetal presente, a Floresta Ombr\u00f3fila Densa, de acordo com o Manual T\u00e9cnico do IBGE, \u00e9 caracterizada por plantas de alto porte, variando entre 30 e 50 m de altura e de porte m\u00e9dio, variando entre 20 e 30 m de altura, al\u00e9m de plantas lenhosas e\/ou herb\u00e1ceas trepadoras com gemas situadas acima do solo em abund\u00e2ncia, que o diferenciam das outras classes de forma\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, sua caracter\u00edstica ecol\u00f3gica principal reside nos ambientes ombr\u00f3filos que marcam muito a \u201cregi\u00e3o flor\u00edstica florestal\u201d. Assim, a caracter\u00edstica da Floresta Ombr\u00f3fila Densa est\u00e1 presa a fatores clim\u00e1ticos tropicais de elevadas temperaturas (m\u00e9dias de 25\u00ba C) e de alta precipita\u00e7\u00e3o, bem-distribu\u00edda durante o ano (de 0 a 60 dias secos), o que determina uma situa\u00e7\u00e3o bioecol\u00f3gica praticamente sem per\u00edodo biologicamente seco.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 Alto-Montana com dossel uniforme, pois trata-se de uma forma\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea com aproximadamente 20 m de altura, que se localiza no cume das altas montanhas (na Amaz\u00f4nia, acima dos 2.000 m de altitude) sobre solos espec\u00edficos, apresentando acumula\u00e7\u00f5es turfosas nas depress\u00f5es onde se localiza a floresta. Sua estrutura \u00e9 integrada com troncos e galhos finos, folhas mi\u00fadas e cori\u00e1ceas, casca grossa com fissuras. A flor\u00edstica \u00e9 representada por fam\u00edlias de dispers\u00e3o universal, embora suas esp\u00e9cies sejam end\u00eamicas, revelando um isolamento de ref\u00fagio. Este ref\u00fagio \u00e9 conhecido popularmente por \u201cmata nuv\u00edgena\u201d ou \u201cmata nebular\u201d, nos locais onde a \u00e1gua evaporada se condensa em neblina, precipitando-se sobre as \u00e1reas elevadas. Seu dossel, ou alta camada de sobreposi\u00e7\u00e3o de folhagens da copa das \u00e1rvores, \u00e9 relativamente uniforme.<\/p>\n<p>\u00c0 leste do Pico da Neblina temos uma regi\u00e3o caracterizada pela cobertura vegetal Dmu, sendo a sigla estabelecida para Dmu &#8211; Floresta Ombr\u00f3fila Densa Montana com dossel uniforme. Essa cobertura \u00e9 caracter\u00edstica dos planaltos e das serras situados entre 600 e 2.000 m de altitude, na Amaz\u00f4nia. Segundo Manual T\u00e9cnico, a regi\u00e3o \u00e9 dominada por Vochysiaceae Erisma e Vochysia, cobrindo uma submata de nanofaner\u00f3fitos rosuladas, dominados pela Arecaceae (Palmae) e pelas Cycadales. Para um maior entendimento sobre essas caracter\u00edsticas, recomenda-se que sejam realizadas pesquisas espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que dois tipos de coberturas vegetais mencionados anteriormente possuem nomenclaturas muito parecidas. Para isso, podemos entender que as Florestas Ombr\u00f3filas densas, caracter\u00edsticas na regi\u00e3o, podem ser classificadas, na Amaz\u00f4nia e com adapta\u00e7\u00f5es em outras regi\u00f5es do Brasil, de acordo com a sua altitude. A figura a seguir ilustram essas forma\u00e7\u00f5es e, para um maior entendimento sobre os outros tipos de florestas ombr\u00f3filas densas existentes, vale a consulta ao Manual T\u00e9cnico da Vegeta\u00e7\u00e3o Brasileira do IBGE<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-7-perfil-floresta-ombrofila-densa.jpg\" alt=\"Perfil esquem\u00e1tico da vegeta\u00e7\u00e3o de Floresta Ombr\u00f3fila Densa\" width=\"788\" height=\"351\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23265\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-7-perfil-floresta-ombrofila-densa.jpg 788w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-7-perfil-floresta-ombrofila-densa-300x134.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-7-perfil-floresta-ombrofila-densa-768x342.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 788px) 100vw, 788px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 7 &#8211; Perfil esquem\u00e1tico da Floresta Ombr\u00f3fila Densa. Fonte: Veloso, Rangel Filho e Lima (1991).<\/span><\/p>\n<p>Ao migrarmos nossa avalia\u00e7\u00e3o para a regi\u00e3o centro-oeste brasileira, podemos nos direcionar, por exemplo, ao Parque Nacional do Pantanal Matogrossense. Ao nos aproximarmos, utilizando a navega\u00e7\u00e3o o BDIA, de sua regi\u00e3o, vemos a predomin\u00e2ncia da seguinte codifica\u00e7\u00e3o: SNc\/Fae+Sgs+Pahs. Ao clicarmos sobre o centro da imagem, temos a abertura da caixa de informa\u00e7\u00f5es correspondente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-8-elementos-vegetacao.jpg\" alt=\"Elementos da Vegeta\u00e7\u00e3o no Parque nacional do Pantanal Matogrossense\" width=\"1024\" height=\"469\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23266\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-8-elementos-vegetacao.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-8-elementos-vegetacao-300x137.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-8-elementos-vegetacao-768x352.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 8 &#8211; Elementos da Vegeta\u00e7\u00e3o no Parque nacional do Pantanal Matogrossense.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-9-caixa-informacao-vegetacao.jpg\" alt=\"Caixa de informa\u00e7\u00f5es sobre a vegeta\u00e7\u00e3o do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense\" width=\"1024\" height=\"482\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23267\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-9-caixa-informacao-vegetacao.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-9-caixa-informacao-vegetacao-300x141.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-9-caixa-informacao-vegetacao-768x362.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 9 &#8211; Caixa de informa\u00e7\u00f5es sobre a vegeta\u00e7\u00e3o do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.<\/span><\/p>\n<p>Inicialmente, percebemos que a sigla SN significa o contato entre a Savana e Floresta Estacional. Trata-se de uma regi\u00e3o com vegeta\u00e7\u00e3o natural dominante em tens\u00e3o ecol\u00f3gica, atrav\u00e9s do contato entre tipos de vegeta\u00e7\u00e3o com estruturas fision\u00f4micas semelhantes com delimita\u00e7\u00e3o quase impercept\u00edvel ou \u00e1reas encravadas situadas entre duas regi\u00f5es ecol\u00f3gicas distintas, e s\u00e3o de f\u00e1cil delimita\u00e7\u00e3o. Segundo VELOSO et al. (1991), isso ocorre, pois, comunidades indiferenciadas onde as floras de duas ou mais regi\u00f5es ecol\u00f3gicas ou tipos de vegeta\u00e7\u00e3o se interpenetram.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o, a vegeta\u00e7\u00e3o predominante \u00e9 composta por Floresta Estacional Semidecidual Aluvial com dossel emergente (Fae). Segundo o Manual T\u00e9cnico do IBGE, esse tipo de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 estabelecido em fun\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de clima estacional que determina queda parcial da folhagem da cobertura florestal. Na zona tropical, associa-se \u00e0 regi\u00e3o marcada por acentuada seca hibernal e por intensas chuvas de ver\u00e3o; na zona subtropical, correlaciona-se a clima sem per\u00edodo seco, por\u00e9m com inverno bastante frio (temperaturas m\u00e9dias mensais inferiores a 15\u00ba C), que determina repouso fisiol\u00f3gico e queda parcial da folhagem. Ao contr\u00e1rio das florestas ombr\u00f3filas, este tipo \u00e9 constitu\u00eddo por plantas lenhosas com gemas foliares protegidas da seca por escamas (catafilos ou pelos) e cujas folhas adultas s\u00e3o escler\u00f3filas ou membran\u00e1ceas deciduais.<\/p>\n<p>Podemos entender essa forma\u00e7\u00e3o como aluvial quando relacionada aos sistemas h\u00eddricos aluviais, sendo com maior frequ\u00eancia na grande depress\u00e3o pantaneira mato-grossense-do-sul, sempre margeando os rios da Bacia do Rio Paraguai.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-10-perfil-floresta-estacional-semidecidual.jpg\" alt=\"Perfil esquem\u00e1tico da Floresta Estacional Semidecidual\" width=\"716\" height=\"270\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23268\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-10-perfil-floresta-estacional-semidecidual.jpg 716w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-10-perfil-floresta-estacional-semidecidual-300x113.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 10 &#8211; Perfil esquem\u00e1tico da Floresta Estacional Semidecidual. Fonte: Veloso, Rangel Filho e Lima (1991).<\/span><\/p>\n<p>A segunda cobertura vegetal predominante \u00e9 a Savana Gram\u00edneo-Lenhosa (Campo-Limpo-de-Cerrado) sem floresta-de-galeria (Sgs). O Manual t\u00e9cnico do IBGE, esta cobertura se caracteriza pelo Prevalecimento, quando natural, de gramados entremeados por plantas lenhosas que ocupam extensas \u00e1reas dominadas por plantas herb\u00e1ceas com gemas protegidas no n\u00edvel do solo e que, aos poucos, quando manejados atrav\u00e9s do fogo ou pastoreio, v\u00e3o sendo substitu\u00eddos por plantas herb\u00e1ceas ou sublenhosas com os \u00f3rg\u00e3os de crescimento situados no subsolo, que se distinguem por apresentar colmos subterr\u00e2neos, portanto mais resistentes ao pisoteio do gado e ao fogo. Estas n\u00e3o possuem florestas de galeria pois h\u00e1 aus\u00eancia de Florestas ou matas que formam corredores ao longo dos rios e \u00e1reas \u00famidas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-11-perfil-savana.jpg\" alt=\"Perfil esquem\u00e1tico da Savana Gram\u00edneo-Lenhosa\" width=\"686\" height=\"195\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23269\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-11-perfil-savana.jpg 686w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/01\/imagem-11-perfil-savana-300x85.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 686px) 100vw, 686px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Figura 11 &#8211; Perfil esquem\u00e1tico da Savana Gram\u00edneo-Lenhosa. Fonte: Veloso, Rangel Filho e Lima (1991).<\/span><\/p>\n<p>Por fim, vemos uma terceira cobertura vegetal composta por uma Forma\u00e7\u00e3o Pioneira com influ\u00eancia fluvial e\/ou lacustre (v\u00e1rzeas) herb\u00e1cea sem palmeiras (Pahs). Veloso &amp; G\u00f3es-Filho (1982), denominam de \u00c1rea de Forma\u00e7\u00e3o Pioneira com Influ\u00eancia Fluvial as plan\u00edcies que refletem os efeitos das cheias dos rios nas \u00e9pocas de chuvas, ou ent\u00e3o nas depress\u00f5es alag\u00e1veis todos os anos, sendo \u00e1reas de plan\u00edcies de inunda\u00e7\u00e3o. Nessas regi\u00f5es as forma\u00e7\u00f5es vegetais v\u00e3o desde pantanosa herb\u00e1cea at\u00e9 arbustiva.<\/p>\n<p>Este artigo trouxe ricas informa\u00e7\u00f5es de como \u00e9 poss\u00edvel consultar e aprender um pouco mais sobre a vegeta\u00e7\u00e3o brasileira em aspecto geral (na escala de 1:250.000), exemplificando dois importantes e delicados biomas nacionais, a Amaz\u00f4nia e o Pantanal. N\u00e3o limitadas aos exemplos, as ferramentas aqui apresentadas podem ser utilizadas para qualquer outro local do territ\u00f3rio nacional, tamb\u00e9m aplic\u00e1veis aos biomas caatinga, cerrado, mata atl\u00e2ntica e Palmas, al\u00e9m de diversas vegeta\u00e7\u00f5es singulares de pontos espec\u00edficos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como mencionamos em outros artigos desta s\u00e9rie, esperamos que o BDIA seja uma boa ferramenta para fundamentar um processo de curiosidade cient\u00edfica em todos os nossos leitores aventureiros. Em nossa p\u00e1gina, n\u00e3o deixe de interagir ou deixar as suas opini\u00f5es, cr\u00edticas e elogios, pois assim podemos melhorar ainda mais.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo artigo trar\u00e1 a conclus\u00e3o da s\u00e9rie Meio Ambiente e atividades ao ar livre, apresentando a \u00faltima ferramenta de consulta presente no BDIA, a visualiza\u00e7\u00e3o compilada das informa\u00e7\u00f5es de relevo, geologia, solos e vegeta\u00e7\u00e3o em grades. Fiquem atentos e n\u00e3o percam a pr\u00f3xima leitura.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>BDIA. Banco de Dados de Informa\u00e7\u00f5es Ambientais. IBGE &#8211; Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica &#8211; Vers\u00e3o 2.15.0. Dispon\u00edvel em https:\/\/bdiaweb.ibge.gov.br\/. Acesso realizado em 02 de janeiro de 2024.<\/li>\n<li>BRASIL. Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA). Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA N\u00ba 10, de 01\/10\/1993.<\/li>\n<li>IBGE. Biomas Brasileiros. Dispon\u00edvel em: https:\/\/educa.ibge.gov.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=19635&amp;catid=2850. Acesso realizado em 02 de janeiro de 2024.<\/li>\n<li>IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. Manual T\u00e9cnico de Vegeta\u00e7\u00e3o Brasileira \u2013 2\u00aa Edi\u00e7\u00e3o revista e ampliada, no Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica \u2013 IBGE. Dispon\u00edvel em: https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/index.php\/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=263011. Acesso realizado em 02 de janeiro de 2024.<\/li>\n<li>SNIF. Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es Florestais. Tipologias Florestais. Dispon\u00edvel em: https:\/\/snif.florestal.gov.br\/pt-br\/conhecendo-sobre-florestas\/168-tipologias-florestais. Acesso realizado em 02 de janeiro de 2024.<\/li>\n<li>VELOSO, H. P.; GOES FILHO. L. Fitogeografia brasileira: classifica\u00e7\u00e3o fision\u00f4mico &#8211; ecol\u00f3gica da vegeta\u00e7\u00e3o neotropical. Dispon\u00edvel em: https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/index.php\/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=292051. Rio de Janeiro: IBGE, 1982.<\/li>\n<li>VELOSO, H. P.; RANGEL FILHO, A. L. R.; LIMA, J. C. A. Classifica\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o brasileira, adaptada a um sistema universal. Rio de Janeiro: IBGE, 1991. 123 p. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/colecao_digital_publicacoes.php. Acesso em 02 de janeiro de 2024.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Autores<\/strong><br \/>\n<strong>Bruno Negreiros, Gabriel Lousada e Rafael Damiati.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando praticamos atividades ao ar livre em ambientes naturais, entre morros, montanhas e afloramentos rochosos, a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9, sem d\u00favidas, o aspecto ambiental que mais se destaca na paisagem. Suas cores, biodiversidade e caracter\u00edsticas diversas, que variam por todo o territ\u00f3rio nacional, encantam todos os tipos de aventureiros. 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