{"id":23545,"date":"2024-03-27T09:40:12","date_gmt":"2024-03-27T12:40:12","guid":{"rendered":"https:\/\/geartips.club\/blog\/?p=23545"},"modified":"2024-03-27T09:40:12","modified_gmt":"2024-03-27T12:40:12","slug":"mulheres-que-vao-as-montanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/geartips.club\/blog\/mulheres-que-vao-as-montanhas\/","title":{"rendered":"Mulheres que v\u00e3o \u00e0s montanhas"},"content":{"rendered":"<p>Estar nas montanhas \u00e9 um desafio aos seus sentidos: novos odores, frio, calor, o visual do topo, da encosta, plantas que arranham, flores que brilham.<br \/>\nO vento que maltrata sua pele e que, em segundos, se acalma.<br \/>\nIr para as montanhas \u00e9, de certa forma, se reconhecer, se encontrar, achar o seu lugar.<br \/>\nDiriam alguns que esse n\u00e3o \u00e9 um ambiente &#8220;para mulheres&#8221; (??!!).<br \/>\n<strong>Ser\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo quando, \u00e0s mulheres, era vedado o direito de estar ali, o chamado era forte. E muitas respondiam a ele, assim como fizeram nas ci\u00eancias e em tantos outros campos, elas sempre estiveram por l\u00e1. Foram, fizeram e ponto. Nossa capacidade de resili\u00eancia, de empatia, de resist\u00eancia \u00e9 o que nos move.<\/p>\n<p><strong>Parece tudo \u00f3bvio?<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/caminhada-pedra-bonita-foto-dalton-chiarelli.webp\" alt=\"Grupo de mulheres na caminhada na Pedra Bonita - Foto: Dalton Chiarelli\" width=\"1024\" height=\"768\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23572\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/caminhada-pedra-bonita-foto-dalton-chiarelli.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/caminhada-pedra-bonita-foto-dalton-chiarelli-300x225.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/caminhada-pedra-bonita-foto-dalton-chiarelli-768x576.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Caminhada na Pedra Bonita &#8211; Foto: Dalton Chiarelli<\/span><\/p>\n<p>Considerando o tempo da hist\u00f3ria humana, h\u00e1 pouqu\u00edssimo tempo, a decis\u00e3o de apenas ir at\u00e9 a janela de casa, n\u00e3o era algo t\u00e3o simples. As mulheres ficavam, literalmente, guardadas, sempre sob a tutela de algum homem. Estudar era algo igualmente direcionado aos homens. Ainda hoje, existem pa\u00edses onde a liberdade das mulheres \u00e9 bastante restrita seja por quest\u00f5es culturais ou religiosas.<\/p>\n<p>Se hoje, de maneira geral e singela podemos decidir ir acampar, por exemplo, isso custou grande luta a muitas pessoas. Esse simples ato foi conquistado e esse \u00e9 um ponto que n\u00e3o pode ser esquecido: n\u00e3o h\u00e1 conquista sem luta. E outras lutas vir\u00e3o. Aprender com o passado \u00e9 uma caracter\u00edstica humana que nos diferencia dos outros animais. Diversas foram as mulheres que, apesar das quest\u00f5es sociais, religiosas e culturais lograram <a href=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/igualdade-de-genero-objetivos-para-o-desenvolvimento-sustentavel\/\" target=\"_blank\" title=\"Igualdade de g\u00eanero\" rel=\"noopener\">sair do &#8220;normal&#8221;<\/a> e foram ser felizes nas montanhas.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0quelas que atenderam o chamado, com alguma pesquisa, \u00e9 poss\u00edvel saber de nomes de v\u00e1rias delas que se encontraram com o seu sonho de estar no topo, de seguir em frente, de se fortalecer com a jornada.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mary_Kingsley\" target=\"_blank\" title=\"Mary Kingsley\" rel=\"noopener\">Mary Kingsley<\/a>, nascida na cidade de Londres, na Inglaterra, em uma de suas viagens a \u00c1frica, teve um encontro com uma tribo de canibais, os Fang, por volta de 1893. Ela logrou conquistar seu respeito e se tornou a segunda pessoa a escalar o Monte Cameroon, o ponto mais alto da \u00c1frica Ocidental, com 4.194 m.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Lucy_Walker\" target=\"_blank\" title=\"Lucy Walker\" rel=\"noopener\">Lucy Walker uma montanhista brit\u00e2nica<\/a> foi a primeira mulher a escalar o Matterhorn. Ela come\u00e7ou a escalar modestamente em 1858, quando foi aconselhada por seu m\u00e9dico a come\u00e7ar a caminhar para a cura de reumatismo. Acompanhada por seu pai Frank Walker, seu irm\u00e3o Horace Walker, ambos os primeiros membros do Alpine Club, e pelo guia de Oberland Melchior Anderegg, ela se tornou a primeira mulher a escalar regularmente nos Alpes. Apesar de seus feitos n\u00e3o terem inicialmente sido noticiados ela ficou conhecida por v\u00e1rias primeiras ascens\u00f5es femininas como por exemplo a do Eiger, em 1864.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/escalada-mulheres-alpes.jpg\" alt=\"Mulheres escalando nas montanhas dos Alpes\" width=\"1024\" height=\"610\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23550\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/escalada-mulheres-alpes.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/escalada-mulheres-alpes-300x179.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/escalada-mulheres-alpes-768x458.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m do Eiger, ela j\u00e1 havia sido a primeira mulher a escalar a Aiguille Verte (1870), o Lyskam (1868), o Gross Fiescherhorn (1868), o Schreckhorn (1867), o Weisshorn (1866), o Dom (1866), o Rimpfischhorn (1864). ), Grand Combin (1864), Zumsteinspitze (1863), Finsteraarhorn (1862) e Strahlhorn (1860). Em 1873 ela adicionou o Taschhorn a esta invej\u00e1vel lista de primeiras subidas em um total de 98 expedicoes. Em 1909 ela se juntou a outras no rec\u00e9m formado Ladies\u2019 Alpine Club (Clube Alpino de Mulheres) onde foi aclamada por seus feitos. Ao clube dedicou muito de suas expereincia e servi\u00e7o at\u00e9 1915, um ano antes de sua morte.<\/p>\n<h2>As mulheres nas montanhas brasileiras<\/h2>\n<p>A primeira escalada t\u00e9cnica realizada no Brasil foi realizada por Henrietta Carsteirs em 1817, no Cost\u00e3o do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar. Fato esse envolvido em toda uma quest\u00e3o pol\u00edtica e social. Era uma mulher inglesa erguendo a pend\u00e3o ingl\u00eas nas barbas dos cadetes e oficiais da Escola Militar da Praia Vermelha na Urca, Rio de Janeiro, a capital da Corte.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mulher500.org.br\/luzia-de-freitas-caracciolo-1914-2005\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Luzia de Freitas Caracciolo<\/a>, foi a primeira mulher a escalar o Dedo de Deus, em setembro de 1933, aos 19 anos de idade. Era s\u00f3cia honor\u00e1ria do <a href=\"https:\/\/www.ceb.org.br\/\" target=\"_blank\" title=\"Centro Excursionista Brasileiro\" rel=\"noopener\">Centro Excursionista Brasileiro<\/a> (CEB a primeira associa\u00e7\u00e3o esportiva dedicada ao Montanhismo). Ela contava essa aventura como uma esp\u00e9cie de brincadeira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/dona-luiza-1933-pedra-da-gavea-rj.jpg\" alt=\"Dona Luiza na Pedra da G\u00e1vea (RJ), em 1933\" width=\"373\" height=\"499\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23554\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/dona-luiza-1933-pedra-da-gavea-rj.jpg 373w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/dona-luiza-1933-pedra-da-gavea-rj-224x300.jpg 224w\" sizes=\"(max-width: 373px) 100vw, 373px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Dona Luiza na Pedra da G\u00e1vea (RJ), em 1933<\/span><\/p>\n<p>Dona Luzia, como n\u00f3s a cham\u00e1vamos, foi para o reino das montanhas eternas aos 91 anos. Ela, ap\u00f3s deixar as montanhas, por quest\u00f5es familiares, se dedicou \u00e0 sua outra paix\u00e3o, a nata\u00e7\u00e3o, esporte em que conquistou diversas medalhas e recordes em mundiais, sendo consagrada campe\u00e3 de nata\u00e7\u00e3o s\u00eanior. \u00cah, Dona Luzia! Uma grande mulher que tive a honra de conhecer.<\/p>\n<p>Nos anos 90, Roberta Nunes \u2013 em sua mete\u00f3rica e prol\u00edfica carreira, se destacou n\u00e3o s\u00f3 por suas conquistas e ascens\u00f5es, mas por ter sido uma escaladora tecnicamente completa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/escaladora-roberta-nunes.webp\" alt=\"Roberta Nunes\" width=\"604\" height=\"453\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23558\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/escaladora-roberta-nunes.webp 604w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/escaladora-roberta-nunes-300x225.webp 300w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Roberta Nunes<\/span><\/p>\n<p>Como n\u00f3s, mulheres, temos biologicamente uma tend\u00eancia a fazer &#8220;ninhos&#8221;, muitas criaram em torno de si verdadeiras incubadoras de novos montanhistas.<\/p>\n<p>Os Clubes de Montanhismo cariocas \u2013 entidades tradicionais com sede pr\u00f3pria, em geral &#8211; propiciaram um bom ambiente para essa tarefa e registram em suas hist\u00f3rias, muitas dessas mulheres. Algumas delas tive a felicidade de conhecer.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/la-cordada-feminina-1985-centro-excursionista-rio-de-janeiro.webp\" alt=\"Cordada Feminina - 1985 - Centro Excursionista Rio de Janeiro \" width=\"1024\" height=\"746\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23556\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/la-cordada-feminina-1985-centro-excursionista-rio-de-janeiro.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/la-cordada-feminina-1985-centro-excursionista-rio-de-janeiro-300x219.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/la-cordada-feminina-1985-centro-excursionista-rio-de-janeiro-768x560.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Cordada feminina, em 1985 &#8211; Centro Excursionista Rio de Janeiro<\/span><\/p>\n<p>Vou cit\u00e1-las nominalmente como representantes de uma infinidade de outras. Isso n\u00e3o significa que todas elas n\u00e3o tenham meu respeito e o merecido cr\u00e9dito pelo trabalho que empreenderam e por viverem o esp\u00edrito da Montanha em suas vidas, ao limite.<\/p>\n<p>Come\u00e7ando pelos anos 40 e seguindo at\u00e9 hoje, Alda Pacheco da Rocha, Cyonira Hollup, Layla Carrozino, Anita Mesquita (a Nitona), Mary Aranha, Dilce Vieira Motta (a Dona Vera), Wilma Arnoud, Vera Regina Loureiro, Simone Le\u00e3o, Virginia Lessa, Suelly Ribeiro, Jana Ribeiro Menezes, Mariana L. Santos. Ou seja, muito mais do que ir para as montanhas, elas foram al\u00e9m e mantiveram o esp\u00edrito montanhista vivo atrav\u00e9s de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es at\u00e9 hoje. A chama ainda est\u00e1 viva.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/rosa-lifchitz-e-elza-hamelmann-cume-santo-antonio-1.webp\" alt=\"Rosa Lifchitz e Elza Hamelmann - Cume do Santo Ant\u00f4nio\" width=\"1024\" height=\"1129\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23563\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/rosa-lifchitz-e-elza-hamelmann-cume-santo-antonio-1.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/rosa-lifchitz-e-elza-hamelmann-cume-santo-antonio-1-272x300.webp 272w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/rosa-lifchitz-e-elza-hamelmann-cume-santo-antonio-1-929x1024.webp 929w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/rosa-lifchitz-e-elza-hamelmann-cume-santo-antonio-1-768x847.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/genoveva-hubinger.webp\" alt=\"Genoveva Hubinger\" width=\"1024\" height=\"768\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23568\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/genoveva-hubinger.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/genoveva-hubinger-300x225.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/genoveva-hubinger-768x576.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Genoveva Hubinger<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/neuza-gelly-campo-escola-helmuth-helki-niteroi.webp\" alt=\"Neuza Gelly - Campo Escola Helmuth Helki - Niter\u00f3i - RJ\" width=\"551\" height=\"800\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23569\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/neuza-gelly-campo-escola-helmuth-helki-niteroi.webp 551w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/03\/neuza-gelly-campo-escola-helmuth-helki-niteroi-207x300.webp 207w\" sizes=\"(max-width: 551px) 100vw, 551px\" \/><br \/>\n<span class=\"aligncenter\">Neuza Gelly &#8211; Campo Escola Helmuth Helki &#8211; Niteroi &#8211; RJ<\/span><\/p>\n<h3>O que se conclui de tudo isso? <\/h3>\n<p>Que voc\u00ea que l\u00ea esse artigo, mulher ou homem, pode sonhar. Pode ir. Pode realizar.<\/p>\n<p>V\u00e1 para as montanhas. N\u00e3o v\u00e1 para ser &#8220;instagram\u00e1vel&#8221;. V\u00e1 para aprender sobre voc\u00ea, o seu verdadeiro eu. Para conhecer sobre os humanos que est\u00e3o com voc\u00ea. Voc\u00ea ir\u00e1 aprender sobre viver.<\/p>\n<p><strong>Ros\u00e2ngela Gelly<\/strong><br \/>\n<strong>Montanhista desde 1984<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estar nas montanhas \u00e9 um desafio aos seus sentidos: novos odores, frio, calor, o visual do topo, da encosta, plantas que arranham, flores que brilham. O vento que maltrata sua pele e que, em segundos, se acalma. Ir para as montanhas \u00e9, de certa forma, se reconhecer, se encontrar, achar o seu lugar. 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