{"id":36330,"date":"2026-03-25T10:08:44","date_gmt":"2026-03-25T13:08:44","guid":{"rendered":"https:\/\/geartips.club\/blog\/?p=36330"},"modified":"2026-03-25T10:08:44","modified_gmt":"2026-03-25T13:08:44","slug":"eliseu-frechou-escalada-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/geartips.club\/blog\/eliseu-frechou-escalada-no-brasil\/","title":{"rendered":"Entre montanhas e hist\u00f3rias, Eliseu Frechou ajudou a construir a escalada no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Eliseu Frechou trocou a capital paulista por S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed em 1989, quando o conjunto da Pedra do Ba\u00fa contava com menos de dez vias de escalada. Na \u00e9poca, o turismo de aventura come\u00e7ava a surgir no Brasil, mas pouco se falava sobre a modalidade.<\/p>\n<p>Decidido a construir sua vida ali, fundou a primeira escola brasileira dedicada \u00e0 escalada em rocha, abriu cerca de 250 vias entre S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed e Itajub\u00e1 (hoje a regi\u00e3o soma aproximadamente 450) e criou um grupo local de resgate em montanha.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36338\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-pedra-divisa.jpg\" alt=\"Eliseu Frechou, Pedra da Divisa - S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed\" width=\"1024\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-pedra-divisa.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-pedra-divisa-300x169.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-pedra-divisa-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Eliseu Frechou, na Pedra da Divisa &#8211; S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed<\/p>\n<p>Outro de seus grandes feitos, t\u00e3o importante quanto suas conquistas pessoais, foi registrar tr\u00eas d\u00e9cadas da hist\u00f3ria da escalada por meio do jornal Mountain Voices, a mais longeva publica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 hoje, dedicada ao universo da atividade no pa\u00eds. Paralelamente, tamb\u00e9m passou a se dedicar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de filmes e document\u00e1rios.<\/p>\n<p>Recentemente, Eliseu mobilizou a comunidade da escalada com a <a title=\"campanha Faz o N\u00f3\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DQ6eLzqkWxW\/?igsh=MTEzNHp5enozYmE3YQ==\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">campanha Faz o N\u00f3<\/a>, criada para chamar aten\u00e7\u00e3o ao crescente n\u00famero de acidentes provocados pela falta de aten\u00e7\u00e3o em uma pr\u00e1tica simples: fazer o n\u00f3 na ponta da corda. Em menos de tr\u00eas horas, a hashtag #escaladasegura j\u00e1 reunia mais de 1.000 conte\u00fados produzidos e publicados por pessoas relevantes no meio, ensinando como fazer o procedimento.<\/p>\n<p>Por n\u00e3o pensar apenas em sua trajet\u00f3ria individual, mas em disseminar a escalada desde o in\u00edcio, Eliseu Frechou tornou-se uma refer\u00eancia no cen\u00e1rio nacional, transcendendo a figura de atleta e inspirando gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36375\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-indian-creek-utah-eua.jpg\" alt=\"Eiseu Frechou na Indian Creek, em Utah - EUA\" width=\"1024\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-indian-creek-utah-eua.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-indian-creek-utah-eua-300x200.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-indian-creek-utah-eua-768x513.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Eiseu Frechou na Indian Creek, em Utah &#8211; EUA<\/p>\n<h2>Do primeiro contato com a escalada \u00e0s big walls e outras conquistas extremas<\/h2>\n<p>A paix\u00e3o pela escalada nasceu aos 15 anos, quando Eliseu participou de uma demonstra\u00e7\u00e3o de alpinismo no Pico do Jaragu\u00e1, ao lado de um grupo de escoteiros. \u201cFiquei doido! O montanhismo apresentado era muito arcaico, mas pirei com as cordas e os mosquet\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Mais tarde, participou de diversas excurs\u00f5es e entrou para o Clube Alpino Paulista (CAP). Ele relembra que, na \u00e9poca, existia apenas uma loja que comercializava equipamentos para trilhas, quase nada voltado \u00e0 escalada. A escassez o levou a fabricar seus primeiros mosquet\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36346\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-pico-do-jaragua-1987.jpg\" alt=\"Eliseu Frechou no Pico do Jargua em 1987\" width=\"600\" height=\"944\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-pico-do-jaragua-1987.jpg 600w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-pico-do-jaragua-1987-191x300.jpg 191w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Eliseu Frechou, no Pico do Jaragu\u00e1 &#8211; 1987<\/p>\n<p>Hoje, aos 57 anos, ele soma no curr\u00edculo grandes feitos em solo, dupla e equipe. No cen\u00e1rio nacional, destacam-se Neur\u00f4nios Fritos e Distra\u00eddos Venceremos, em S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed (SP), e Terra de Gigantes, na Serra dos \u00d3rg\u00e3os (RJ); al\u00e9m de cerca de tr\u00eas centenas de novas rotas abertas na regi\u00e3o da Serra da Mantiqueira, em diversos estilos e com at\u00e9 10\u00b0 grau de dificuldade.<\/p>\n<p>Entre as conquistas internacionais est\u00e3o big walls no Parque Nacional de Yosemite, na Calif\u00f3rnia, como Half Dome, pela Northwest Regular Route, e El Capitan, pela rota Zenyatta Mondatta, uma das mais dif\u00edceis j\u00e1 escaladas por brasileiros. No mesmo parque, tamb\u00e9m escalou a Yosemite Falls, a maior cachoeira americana e a quinta mais alta do mundo.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica, em Mali, sob um sol intenso, estabeleceu com uma equipe brasileira a rota Solu\u00e7\u00e3o Suicida. Ainda no pa\u00eds, abriu diversas vias e boulders, entre elas Filhos do Sol e Blowing in the Wind.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36362\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-escalador.jpg\" alt=\"Eliseu Frechou\" width=\"1024\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-escalador.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-escalador-300x200.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-escalador-768x513.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<h2>O come\u00e7o do seu legado para a escalada<\/h2>\n<p>Quando decidiu, aos 20 anos, mudar-se para S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed, Eliseu vendeu duas gravuras recebidas de presente do artista Aldemir Martins para garantir os primeiros dois meses de aluguel e um de alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cComi muito arroz com abobrinha para pagar o aluguel\u201d, conta.<\/p>\n<p>Sua primeira iniciativa foi guiar pessoas at\u00e9 a Pedra do Ba\u00fa. J\u00e1 em seu primeiro ano no local, criou a primeira escola dedicada \u00e0 escalada no pa\u00eds, a <a title=\"Montanhismus\" href=\"http:\/\/www.montanhismus.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Montanhismus<\/a>, por onde passou a maior parte dos guias que hoje atuam no esporte no Brasil, como Silv\u00e9rio Nery, Daniel Casas e Felipe Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>O prop\u00f3sito de Eliseu era desenvolver um m\u00e9todo de capacita\u00e7\u00e3o personalizado, capaz de atender aos mais variados objetivos dos escaladores que chegam de diversas regi\u00f5es. \u201cAlguns querem abrir vias, outros querem ir para Yosemite, outros para a Patag\u00f4nia. S\u00e3o tipos diferentes de escalada, que exigem t\u00e9cnicas diferentes. Por isso, os cursos s\u00e3o personalizados. Precisamos entender a necessidade da pessoa e o ambiente em que ela vive.\u201d<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, Eliseu se mant\u00e9m \u00e0 frente dos cursos de escalada e realiza atendimentos individuais como guia em diversos destinos, sendo o profissional mais requisitado por quem deseja viver experi\u00eancias de escalada em Yosemite. Em 2026, ele retornar\u00e1 ao local pela 17\u00aa. vez.<\/p>\n<h2>A constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da escalada<\/h2>\n<h3>Jornal Mountain Voices: tr\u00eas d\u00e9cadas registrando a escalada<\/h3>\n<p>Enquanto constru\u00eda sua trajet\u00f3ria nas montanhas, Eliseu tamb\u00e9m ajudava a construir um importante acervo da hist\u00f3ria da escalada no Brasil, ao dar voz a outros escaladores. Ao longo de 30 anos, editou em S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed 172 edi\u00e7\u00f5es do <a title=\"jornal Mountain Voices\" href=\"https:\/\/www.mountainvoices.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">jornal Mountain Voices<\/a>, encerrado no in\u00edcio da pandemia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36350\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/jornal-mountain-voices.jpg\" alt=\"Jornal Mountain Voices\" width=\"800\" height=\"951\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/jornal-mountain-voices.jpg 800w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/jornal-mountain-voices-252x300.jpg 252w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/jornal-mountain-voices-768x913.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Jornal Mountain Voices<\/p>\n<p>O ve\u00edculo tinha o objetivo de colocar a cidade no mapa da escalada de S\u00e3o Paulo e do Brasil, assim como divulgar as novidades no cen\u00e1rio do esporte. Se um escalador o procurasse com uma boa hist\u00f3ria para contar, Eliseu abria espa\u00e7o para que narrasse em primeira pessoa a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia, inspirando outras pessoas.<\/p>\n<p>\u201cEu tinha a necessidade de fazer a informa\u00e7\u00e3o circular e sempre priorizei o formato impresso pela credibilidade. Acredito que a palavra escrita no papel tem muita for\u00e7a. O PDF era mais uma forma de ampliar a circula\u00e7\u00e3o. Eu incentivava as pessoas a me mandarem suas hist\u00f3rias at\u00e9 em \u2018papel de p\u00e3o\u2019, que eu digitava depois. Tenho muitas cartas guardadas at\u00e9 hoje.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36354\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/nota-sergio-tartari-mountain-voicess.jpg\" alt=\"Nota do S\u00e9rgio Tartari para o jornal Mountain Voices\" width=\"1024\" height=\"805\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/nota-sergio-tartari-mountain-voicess.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/nota-sergio-tartari-mountain-voicess-300x236.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/nota-sergio-tartari-mountain-voicess-768x604.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Nota do S\u00e9rgio Tartari para o Mountain Voices<\/p>\n<p>O Mountain Voices era gratuito e circulava bimestralmente, com tiragem de 10 mil exemplares por edi\u00e7\u00e3o. Para quem preferisse receber o jornal em casa, havia tamb\u00e9m a op\u00e7\u00e3o de assinatura. Parte desse acervo permanece dispon\u00edvel at\u00e9 hoje em formato digital, reunindo as edi\u00e7\u00f5es de n\u00famero 80 a 171.<\/p>\n<h3>Filmes, document\u00e1rios e podcast para diferentes gera\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>Dividindo as m\u00e3os entre as rochas e a c\u00e2mera, Eliseu tamb\u00e9m se destaca na produ\u00e7\u00e3o de filmes e document\u00e1rios, contribuindo para ampliar e preservar a mem\u00f3ria da escalada no pa\u00eds.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36358\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou.jpg\" alt=\"Eliseu Frechou\" width=\"1024\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-300x200.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-768x513.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>O escalador, que chegou a aparecer no Fant\u00e1stico ao conquistar pela primeira vez a face norte da Pedra do Ba\u00fa, produziu em 1999, originalmente para o canal SporTV, o <a title=\"Document\u00e1rio Terra de Gigantes\" href=\"https:\/\/vimeo.com\/108288969?fl=pl&amp;fe=vl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">document\u00e1rio Terra de Gigantes<\/a>, considerado o primeiro filme brasileiro de escalada comercializado e distribu\u00eddo nacionalmente.<\/p>\n<p>\u201cColoquei na cabe\u00e7a que precisava subir uma via na Serra dos \u00d3rg\u00e3os, a Terra de Gigantes, uma das mais dif\u00edceis do Brasil. Produzimos todas as imagens da parede com uma c\u00e2mera bem pequena rec\u00e9m-lan\u00e7ada pela Sony, com fitas min\u00fasculas, mas que gerava imagens de qualidade suficiente para a TV.\u201d<\/p>\n<p>Entre os destaques de suas produ\u00e7\u00f5es est\u00e1 a s\u00e9rie Lobotomia, composta por tr\u00eas filmes que reuniram importantes nomes da escalada da \u00e9poca em diferentes cen\u00e1rios brasileiros. O primeiro, <a title=\"Filme Escalada Brasil\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZHBFVcgG43c&amp;t=5s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Escalada Brasil<\/a>, percorreu diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, do Cear\u00e1 ao Rio Grande do Sul. O segundo, <a title=\"Filme Ba\u00fa e Regi\u00e3o\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CfjlxoIvwRs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ba\u00fa e Regi\u00e3o<\/a>, focado na Pedra do Ba\u00fa e no sul de Minas Gerais, chegou \u00e0s lojas em 2002 e teve grande sucesso de vendas em VHS. J\u00e1 o terceiro, <a title=\"Filme Porcos Voadores\" href=\"https:\/\/d.docs.live.net\/f34b062854cb9068\/Desktop\/2026\/Gear%20Tips\/Blog\/Artigos\/Eliseu%20Frechou\/youtube.com\/watch?v=MJz4II-GwGE&amp;embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Feliseufrechou.com.br%2F&amp;source_ve_path=OTY3MTQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Porcos Voadores<\/a>, registrou escaladas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Sul, Paran\u00e1 e Fernando de Noronha.<\/p>\n<p>Eliseu tamb\u00e9m produziu, durante nove anos, mat\u00e9rias sobre escalada para a ESPN e realizou outros filmes ao longo da carreira. Entre 2023 e 2024, dedicou-se \u00e0 sua primeira webs\u00e9rie autoral, <a title=\"Webs\u00e9rie Profiss\u00e3o Montanhista\" href=\"http:\/\/Profiss\u00e3o Montanhista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Profiss\u00e3o Montanhista<\/a>, que acompanha um ano de sua trajet\u00f3ria nas montanhas. A primeira temporada re\u00fane 13 epis\u00f3dios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das produ\u00e7\u00f5es audiovisuais, outro material que Eliseu compartilha com a comunidade \u00e9 o <a title=\"Podcast On The Rocks\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PL0EA17882A4213255\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">podcast On The Rocks<\/a>, iniciado durante a pandemia. Ao longo de mais de 50 entrevistas, ele conversa com personagens do montanhismo e da escalada, muitos deles conhecidos ao longo dos anos por meio do jornal e de suas produ\u00e7\u00f5es, reunindo hist\u00f3rias que ajudam a preservar a mem\u00f3ria do esporte no pa\u00eds.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36366\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-alpes.jpg\" alt=\"Eliseu Frechou - Alpes\" width=\"1024\" height=\"681\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-alpes.jpg 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-alpes-300x200.jpg 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/03\/eliseu-frechou-alpes-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<h2>Um olhar para tr\u00e1s e um passo para frente<\/h2>\n<p>Ao se dedicar \u00e0 escalada, Eliseu Frechou constr\u00f3i um legado que vai al\u00e9m da pr\u00f3pria trajet\u00f3ria. Assim como aconteceu com ele aos 20 anos, quando encontrou no esporte a possibilidade de realizar um sonho, hoje tamb\u00e9m abre caminhos para que outras pessoas vivam experi\u00eancias transformadoras.<\/p>\n<p>Ele conta que um dos momentos mais gratificantes \u00e9 quando visita a Pedra da Divisa com a esposa, Ana, e observa escaladores em vias que ajudaram a abrir.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito bom ver as pessoas escalando e comentando sobre as vias. Que bom que temos essa oportunidade de contribuir. Me sinto realizado. S\u00f3 tenho a agradecer pela escolha que fiz de cuidar n\u00e3o apenas da minha trajet\u00f3ria, mas de olhar para a comunidade, fazendo com que todos se ajudem e cuidem do que a gente tem.\u201d<\/p>\n<p>A certeza que Eliseu tem hoje \u00e9 que continuar\u00e1 escalando enquanto puder \u2013 e, claro, documentando tudo! Ele lembra da felicidade e do desafio que sentia ao escalar a Pedra da Ana Chata, no Complexo Pedra do Ba\u00fa, ao chegar \u00e0 S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed. \u201cHoje eu escalo bem melhor, mas com o passar do tempo vou voltar a escalar mal, porque vou envelhecer. Mesmo assim, vou continuar me divertindo.\u201d<\/p>\n<p>Eliseu acredita que n\u00e3o adianta simplesmente repetir a f\u00f3rmula que funcionava em 1989, porque o tempo muda as coisas. Ainda assim, existe um modo de fazer que permanece v\u00e1lido. Ele se preocupou em deixar esse conhecimento bem documentado, destacando que a escalada nunca deve ser apenas sobre conquistas individuais.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso olhar para a comunidade, para que todos cres\u00e7am juntos de forma saud\u00e1vel, e preservar o patrim\u00f4nio constru\u00eddo ao longo dos anos. Isso inclui cuidar das pessoas, incentivar pr\u00e1ticas respons\u00e1veis e garantir que o esporte se desenvolva de maneira segura. \u201cQueremos uma comunidade sadia e segura. Isso me deixa feliz\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Consciente de que ningu\u00e9m faz nada sozinho e de que em algum momento poder\u00e1 falhar, Eliseu tamb\u00e9m divide responsabilidades com pessoas que criaram ra\u00edzes em S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed. Hoje, j\u00e1 h\u00e1 mais gente envolvida no grupo de resgate e no relacionamento com os propriet\u00e1rios das \u00e1reas de escalada, fortalecendo uma rede que ajuda a sustentar o futuro do esporte na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eliseu Frechou trocou a capital paulista por S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed em 1989, quando o conjunto da Pedra do Ba\u00fa contava com menos de dez vias de escalada. Na \u00e9poca, o turismo de aventura come\u00e7ava a surgir no Brasil, mas pouco se falava sobre a modalidade. 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