{"id":36943,"date":"2026-06-25T11:21:30","date_gmt":"2026-06-25T14:21:30","guid":{"rendered":"https:\/\/geartips.club\/blog\/?p=36943"},"modified":"2026-06-25T11:21:30","modified_gmt":"2026-06-25T14:21:30","slug":"leave-no-trace-no-trail-run","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/geartips.club\/blog\/leave-no-trace-no-trail-run\/","title":{"rendered":"Leave No Trace no trail run: como correr em trilhas com menos impacto"},"content":{"rendered":"<p>O trail run cresceu muito nos \u00faltimos anos. Isso \u00e9 \u00f3timo. Mais pessoas correndo em trilhas significa mais gente se aproximando da natureza, descobrindo montanhas, florestas, parques, caminhos hist\u00f3ricos e paisagens que talvez nunca fossem acessadas pela corrida de rua.<br \/>\nMas esse crescimento tamb\u00e9m traz um desafio.<\/p>\n<p>Muitos corredores chegam ao trail run com excelente preparo f\u00edsico, disciplina de treino, rel\u00f3gio com GPS, planilhas, t\u00eanis espec\u00edficos e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 performance. Mas nem sempre chegam com uma cultura outdoor formada. Muitos v\u00eam da corrida de rua, onde o ambiente \u00e9 outro, as regras s\u00e3o outras e o impacto ambiental nem sempre \u00e9 t\u00e3o evidente.<\/p>\n<p>Em uma rua asfaltada, descartar um copo em uma zona de prova \u00e9 ruim, mas normalmente existe uma equipe de limpeza logo depois. Em uma trilha, um sach\u00ea de gel, uma ponta de embalagem, um papel higi\u00eanico usado, um atalho aberto na vegeta\u00e7\u00e3o ou uma marca\u00e7\u00e3o mal retirada podem permanecer por muito tempo, e o impacto se multiplica quando centenas ou milhares de pessoas repetem a mesma atitude.<\/p>\n<p>Dados divulgados pela UTMB World Series e pela Strava ajudam a dimensionar esse crescimento: no primeiro semestre de 2025, a participa\u00e7\u00e3o em provas com UTMB Index foi 2,4 vezes maior do que no mesmo per\u00edodo de 2022, com mais de 800 mil largadas em seis meses; 42% desses corredores estavam participando de sua primeira prova de trail run.<\/p>\n<p>O problema, na maioria das vezes, n\u00e3o \u00e9 m\u00e1-f\u00e9. \u00c9 falta de conhecimento. E \u00e9 justamente a\u00ed que entra o Leave No Trace.<\/p>\n<p>Leave No Trace n\u00e3o \u00e9 uma lista de regras r\u00edgidas. \u00c9 uma estrutura de princ\u00edpios para reduzir o impacto das nossas atividades ao ar livre. Esses princ\u00edpios podem ser aplicados em diferentes ambientes e modalidades, de \u00e1reas remotas a parques urbanos, e servem como base simples para orientar escolhas mais respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>No trail run, os princ\u00edpios s\u00e3o os mesmos. O que muda \u00e9 a forma de aplic\u00e1-los.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/minimo-impacto-trail-run.webp\" alt=\"M\u00ednimo impacto no Trail Run\" width=\"1024\" height=\"576\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37098\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/minimo-impacto-trail-run.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/minimo-impacto-trail-run-300x169.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/minimo-impacto-trail-run-768x432.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Imagem ilustrativa gerada por intelig\u00eancia artificial<\/p>\n<p>Para Gabriela Corr\u00eaa, head de marca da WTR, implementar pr\u00e1ticas de m\u00ednimo impacto em provas de trail run \u00e9 essencial porque a modalidade acontece justamente em ambientes naturais, muitas vezes em \u00e1reas sens\u00edveis, de grande valor ambiental e de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>\u201cCada escolha operacional importa: o que entregamos no kit, como funcionam os pontos de hidrata\u00e7\u00e3o, como os res\u00edduos s\u00e3o separados, como os fornecedores s\u00e3o orientados e at\u00e9 como a trilha \u00e9 preparada antes e depois da prova. A WTR j\u00e1 estrutura suas a\u00e7\u00f5es com foco em educa\u00e7\u00e3o ambiental, gest\u00e3o de res\u00edduos, conserva\u00e7\u00e3o de trilhas e parcerias locais\u201d, explica.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-36949\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/copo-wtr.webp\" alt=\"Copo das provas de trail run da WTR\" width=\"1024\" height=\"712\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/copo-wtr.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/copo-wtr-300x209.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/copo-wtr-768x534.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<h2>Princ\u00edpio 1 \u2014 Planeje com anteced\u00eancia e prepare-se<\/h2>\n<p><strong>No trail run, isso significa:<\/strong> planejar vai al\u00e9m do pace, altimetria, hidrata\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gia de prova.<\/p>\n<p>Correr em trilha exige prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mas tamb\u00e9m prepara\u00e7\u00e3o ambiental e t\u00e9cnica. O atleta precisa conhecer o percurso, entender o tipo de terreno, avaliar a previs\u00e3o do tempo, saber se haver\u00e1 sinal de celular, fazer o upload de uma rota confi\u00e1vel, saber usar o rel\u00f3gio GPS ou o aplicativo de navega\u00e7\u00e3o e avisar algu\u00e9m sobre seu plano quando for treinar sozinho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-1.webp\" alt=\"Princ\u00edpio 1 do Leave No Trace no Trail Run\" width=\"1024\" height=\"576\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37066\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-1.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-1-300x169.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-1-768x432.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Imagem ilustrativa gerada por intelig\u00eancia artificial<\/p>\n<p>Uma corrida de trilha pode levar uma pessoa para longe do carro, de casa, de uma estrada ou de qualquer ponto com sinal de celular. Em caso de erro de rota, queda, tor\u00e7\u00e3o, hipotermia, desidrata\u00e7\u00e3o ou atraso, aquilo que parecia um treino simples pode se transformar em uma ocorr\u00eancia de resgate.<\/p>\n<p>E resgates tamb\u00e9m geram impacto. Mobilizam pessoas, ve\u00edculos, equipes, deslocamentos fora da trilha e press\u00e3o sobre \u00e1reas naturais. A prioridade sempre ser\u00e1 salvar vidas, mas a melhor forma de reduzir esse impacto \u00e9 evitar que situa\u00e7\u00f5es previs\u00edveis aconte\u00e7am.<br \/>\nPlanejar, portanto, tamb\u00e9m \u00e9 uma atitude de m\u00ednimo impacto.<\/p>\n<p>Para organizadores, esse princ\u00edpio come\u00e7a antes da abertura das inscri\u00e7\u00f5es. Uma prova precisa ter percurso autorizado, an\u00e1lise de riscos, plano de emerg\u00eancia, comunica\u00e7\u00e3o clara com atletas, informa\u00e7\u00f5es sobre equipamentos obrigat\u00f3rios, orienta\u00e7\u00e3o sobre hidrata\u00e7\u00e3o, pontos de apoio, descarte de res\u00edduos, banheiros e conduta ambiental.<\/p>\n<div class=\"caixa\">Uma prova bem planejada n\u00e3o apenas reduz riscos. Ela educa.<\/div>\n<h2>Princ\u00edpio 2 \u2014 Viaje e acampe em superf\u00edcies dur\u00e1veis<\/h2>\n<p><strong>No trail run, isso significa:<\/strong> corra na trilha, permane\u00e7a nela e n\u00e3o crie novas trilhas.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos princ\u00edpios mais importantes para corredores, e onde observamos muito impacto acontecendo.<\/p>\n<p>No contexto do trail run, \u201csuperf\u00edcies dur\u00e1veis\u201d s\u00e3o, principalmente, as trilhas j\u00e1 existentes, estradas de terra, rocha, cascalho e outros locais capazes de receber passagem sem ampliar o impacto. A regra pr\u00e1tica \u00e9 simples: se existe uma trilha consolidada, permane\u00e7a nela.<br \/>\nIsso significa n\u00e3o pegar atalhos nas curvas, n\u00e3o abrir uma segunda linha para ultrapassar, n\u00e3o contornar lama pisando na vegeta\u00e7\u00e3o lateral, n\u00e3o sair do percurso para ganhar alguns segundos e n\u00e3o transformar um trecho congestionado em desculpa para abrir passagem onde n\u00e3o existe caminho.<\/p>\n<p>A Leave No Trace recomenda que corredores passem por trechos molhados, po\u00e7as e obst\u00e1culos em vez de contorn\u00e1-los, justamente para evitar a cria\u00e7\u00e3o de novas trilhas e danos \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o lateral. Tamb\u00e9m orienta escolher outro percurso quando a trilha estiver excessivamente enlameada e precisar de tempo para se recuperar.<\/p>\n<p>Isso pode parecer contraintuitivo. A tend\u00eancia natural do corredor \u00e9 evitar a lama para n\u00e3o molhar o t\u00eanis, n\u00e3o escorregar, n\u00e3o perder ritmo ou n\u00e3o sujar o equipamento. Mas, do ponto de vista de m\u00ednimo impacto, muitas vezes a atitude correta \u00e9 aceitar a trilha como ela est\u00e1.<br \/>\nQuando centenas de corredores desviam da mesma po\u00e7a ou do mesmo trecho de lama, a trilha se alarga. A vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 pisoteada, o solo fica exposto, a \u00e1gua passa a escoar por novos caminhos e o processo de eros\u00e3o se acelera. O que era uma pequena decis\u00e3o individual vira um problema coletivo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/leave-no-trace-trail-run-principio-2.webp\" alt=\"Princ\u00edpio 2 do Leave No Trace no Trail Run\" width=\"1024\" height=\"576\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37061\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/leave-no-trace-trail-run-principio-2.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/leave-no-trace-trail-run-principio-2-300x169.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/leave-no-trace-trail-run-principio-2-768x432.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Imagem ilustrativa gerada por intelig\u00eancia artificial<\/p>\n<p>Para organizadores, esse princ\u00edpio \u00e9 ainda mais sens\u00edvel. O percurso de uma prova precisa respeitar trilhas existentes, \u00e1reas sens\u00edveis, regras de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, comunidades locais, zonas de amortecimento e capacidade de suporte do ambiente. Abrir trilhas sem autoriza\u00e7\u00e3o, passar por \u00e1reas fr\u00e1geis ou colocar atletas em locais que n\u00e3o deveriam receber aquele fluxo n\u00e3o \u00e9 apenas um erro t\u00e9cnico. \u00c9 uma viola\u00e7\u00e3o da \u00e9tica do esporte.<\/p>\n<p>Um caso recente no Brasil mostra que esse debate n\u00e3o \u00e9 te\u00f3rico. Em maio de 2025, o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (INEA) autuou a Transmantiqueira Ultra Trail Agulhas Negras, a TUTAN, realizada em Resende, por desmatamento ilegal e crimes ambientais contra a Mata Atl\u00e2ntica. A corrida teria ocorrido sem autoriza\u00e7\u00e3o ambiental do Inea e envolvido abertura clandestina de trilhas, com cerca de 615 metros desmatados dentro do Parque Estadual da Pedra Selada e outros 260 metros na zona de amortecimento da unidade. Entre os danos apontados estavam compacta\u00e7\u00e3o do solo, eros\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o da drenagem natural, interven\u00e7\u00e3o em \u00e1rea com declividade superior a 45\u00ba e impacto sobre a palmeira-ju\u00e7ara (Euterpe edulis).<\/p>\n<p>Casos assim precisam servir de alerta.<\/p>\n<p>O corredor n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por todas as decis\u00f5es de uma organiza\u00e7\u00e3o. Mas, ao se inscrever, divulgar, largar, postar fotos e celebrar uma prova, ele ajuda a legitimar aquele evento. Por isso, escolher bem onde correr tamb\u00e9m faz parte de uma \u00e9tica de m\u00ednimo impacto.<br \/>\nAntes de se inscrever, vale perguntar: a prova tem autoriza\u00e7\u00e3o dos gestores da \u00e1rea? O percurso usa trilhas j\u00e1 existentes? A organiza\u00e7\u00e3o explica suas pr\u00e1ticas ambientais? Existe plano de gest\u00e3o de res\u00edduos? A sinaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 retirada depois da prova? H\u00e1 banheiros na largada, chegada e pontos estrat\u00e9gicos? O n\u00famero de participantes parece compat\u00edvel com o local? A prova contribui para a manuten\u00e7\u00e3o de trilhas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o ou comunidades locais?<\/p>\n<div class=\"caixa\">\nSe uma prova causa dano ambiental, abre trilhas irregulares ou ignora regras de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o, a resposta da comunidade n\u00e3o pode ser apenas \u201cmas o percurso era bonito\u201d.\n<\/div>\n<p><\/p>\n<p>O atleta n\u00e3o escolhe apenas onde vai correr. Ele escolhe que tipo de cultura do trail run quer ajudar a construir.<\/p>\n<h2>Princ\u00edpio 3 \u2014 Descarte corretamente os res\u00edduos<\/h2>\n<p><strong>No trail run, isso significa:<\/strong> tudo o que voc\u00ea leva para a trilha precisa voltar com voc\u00ea, inclusive lixo pequeno, papel higi\u00eanico usado e fezes.<\/p>\n<p>Quando se fala em Leave No Trace no trail run, a primeira imagem que costuma vir \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 o sach\u00ea de gel jogado na trilha. E, de fato, esse \u00e9 um problema.<\/p>\n<p>Mas o impacto n\u00e3o est\u00e1 apenas no lixo \u00f3bvio. Est\u00e1 tamb\u00e9m na ponta rasgada do sach\u00ea, no lacre, no pedacinho da embalagem da barra de prote\u00edna, na c\u00e1psula de sal, no guardanapo do posto de apoio, na embalagem de jujuba e em todo micro-lixo que pode cair sem que o atleta perceba.<br \/>\nA Leave No Trace destaca que muitos corredores n\u00e3o deixam lixo de prop\u00f3sito, mas que \u00e9 f\u00e1cil perder pequenos res\u00edduos durante uma corrida. Por isso, recomenda que o atleta tenha um plano antes de sair: um bolso espec\u00edfico, um saco com fechamento, um ziplock, um flask reutiliz\u00e1vel ou outro sistema seguro para guardar embalagens e res\u00edduos.<\/p>\n<p>No trail run, isso precisa ser pensado com realismo. O atleta pode estar cansado, usando luvas, correndo no escuro, com frio, com chuva ou tentando abrir um gel em uma descida t\u00e9cnica. Se n\u00e3o houver um sistema simples, a chance de algo cair aumenta.<br \/>\nLembro que quando fiz o El Cruce, em 2022, a organiza\u00e7\u00e3o proibia o uso de sach\u00eas de gel, o que obrigava os corredores a usarem frascos para transferir o gel antes da prova.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/el-cruce-2022-organizacao-gel-carboidrato.webp\" alt=\"Organiza\u00e7\u00e3o do gel de carboidrato para eliminar as embalagens antes da prova\" width=\"1024\" height=\"577\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37070\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/el-cruce-2022-organizacao-gel-carboidrato.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/el-cruce-2022-organizacao-gel-carboidrato-300x169.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/el-cruce-2022-organizacao-gel-carboidrato-768x433.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><strong>A regra \u00e9 simples: se voc\u00ea levou cheio, consegue trazer vazio.<\/strong><\/p>\n<h3>Dejetos humanos tamb\u00e9m s\u00e3o res\u00edduos<\/h3>\n<p>Este ponto precisa ser falado com clareza: corredores tamb\u00e9m podem precisar ir ao banheiro no meio de um treino ou de uma prova.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um tema agrad\u00e1vel, mas \u00e9 um assunto necess\u00e1rio. Qualquer pessoa pode ter vontade de evacuar durante uma corrida longa, uma ultramaratona, um treino em local remoto ou uma prova com muitas horas de dura\u00e7\u00e3o. Por isso, o corredor precisa ter pensado antes no que fazer.<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica da Leave No Trace, quando o local permite, \u00e9 enterrar as fezes em um buraco adequado, conhecido como <strong>buraco de gato<\/strong>, distante de trilhas, acampamentos e fontes de \u00e1gua. Mas isso exige solo apropriado, dist\u00e2ncia suficiente, ferramenta para cavar, privacidade, tempo e conhecimento. Em muitas situa\u00e7\u00f5es de trail run, especialmente em provas, isso simplesmente n\u00e3o \u00e9 realista.<\/p>\n<p>Em trilhas muito frequentadas, \u00e1reas sens\u00edveis, terrenos rochosos, unidades de conserva\u00e7\u00e3o, locais onde n\u00e3o \u00e9 permitido cavar ou provas com grande circula\u00e7\u00e3o de atletas, o mais respons\u00e1vel \u00e9 <strong>levar tudo de volta<\/strong> em um sistema pr\u00f3prio para res\u00edduos humanos.<\/p>\n<p>No trekking, j\u00e1 existem solu\u00e7\u00f5es pensadas para isso, como a <a title=\"Conhe\u00e7a a Lixeira Port\u00e1til Gaia Adventure\" href=\"https:\/\/www.gaiaadventure.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lixeira Port\u00e1til Gaia Adventure<\/a>, que permite transportar res\u00edduos com mais seguran\u00e7a e discri\u00e7\u00e3o. Para corredores, esse tipo de solu\u00e7\u00e3o pode ser grande demais, mas serve como inspira\u00e7\u00e3o: o importante \u00e9 que o atleta tenha um sistema previamente planejado, resistente, bem vedado e separado dos demais itens do colete ou mochila.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es mais simples, um <strong>ziplock refor\u00e7ado<\/strong> ou um <strong>saco estanque pequeno<\/strong> pode cumprir parte dessa fun\u00e7\u00e3o, especialmente para transportar papel higi\u00eanico usado. Mas, quando a necessidade envolve fezes humanas, o ideal \u00e9 considerar sistemas espec\u00edficos para dejetos humanos, com fechamento seguro e, quando poss\u00edvel, material absorvente ou neutralizante, como os <a title=\"Descubra o que \u00e9 uma WAG bag\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rbGq7vLisT0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">WAG Bags<\/a> ou solu\u00e7\u00f5es similares.<\/p>\n<p>Infelizmente, esses produtos ainda n\u00e3o s\u00e3o encontrados com facilidade em muitos pa\u00edses. Para quem viaja para os Estados Unidos, por exemplo, pode valer a pena comprar algumas unidades e deix\u00e1-las na mochila ou no colete como item de emerg\u00eancia para treinos longos, travessias r\u00e1pidas ou provas em locais sens\u00edveis.<\/p>\n<p>O ponto principal \u00e9 que isso precisa ser planejado antes. Assim como o corredor pensa em gel, \u00e1gua, corta-vento, ilumina\u00e7\u00e3o e navega\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m precisa pensar no que far\u00e1 caso precise evacuar durante o percurso.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um detalhe menor. Dejetos humanos tamb\u00e9m s\u00e3o res\u00edduos. E, em muitos ambientes, deix\u00e1-los na trilha, mesmo enterrados, pode contaminar o solo, impactar cursos d\u2019\u00e1gua, degradar a experi\u00eancia de outros usu\u00e1rios e criar um problema de manejo para a \u00e1rea natural.<\/p>\n<p>Em outras palavras: n\u00e3o basta pensar no gel, na \u00e1gua e no t\u00eanis. \u00c9 preciso pensar tamb\u00e9m no coc\u00f4.<\/p>\n<div class=\"caixa\">\nPara organizadores, esse ponto \u00e9 igualmente importante. Banheiros na largada e na chegada s\u00e3o o m\u00ednimo. Em provas longas, postos estrat\u00e9gicos tamb\u00e9m deveriam considerar essa necessidade. E, quando o percurso passa por \u00e1reas sens\u00edveis, a orienta\u00e7\u00e3o sobre dejetos humanos precisa estar clara antes da prova.\n<\/div>\n<p><\/p>\n<h3>Provas sem copos descart\u00e1veis<\/h3>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de res\u00edduos tamb\u00e9m passa pelos postos de abastecimento.<\/p>\n<p>Muitas provas de trail run j\u00e1 deixaram de oferecer copos pl\u00e1sticos descart\u00e1veis. Isso reduz a gera\u00e7\u00e3o de lixo e educa o atleta para assumir parte da responsabilidade pela pr\u00f3pria hidrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, a WTR \u00e9 um bom exemplo. No manual das provas, a organiza\u00e7\u00e3o informa que n\u00e3o entrega copos descart\u00e1veis, que todos os atletas recebem um copo de silicone retr\u00e1til no kit e que, para determinadas dist\u00e2ncias, \u00e9 obrigat\u00f3rio largar com recipiente de hidrata\u00e7\u00e3o. O mesmo material apresenta pr\u00e1ticas de gest\u00e3o de res\u00edduos, meta de Lixo Zero, limpeza de trilhas antes, durante e depois da prova, doa\u00e7\u00e3o de materiais esportivos e outras iniciativas de sustentabilidade.<\/p>\n<p>Para o corredor, isso significa sair de casa preparado. Pode ser com soft flask, garrafa, sistema de hidrata\u00e7\u00e3o, copo fornecido pela prova ou um copo dobr\u00e1vel ultraleve. Um exemplo \u00e9 o <a title=\"Conhe\u00e7a a CNOC Outdoors\" href=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/cnoc-outdoors-equipamentos-ultralight-hidratacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Curn Collapsible Cup, da CNOC Outdoors<\/a>, um copo flex\u00edvel de 250 ml, compacto e dobr\u00e1vel que pesa cerca de 11 g, pensado para corredores e praticantes de atividades outdoor que precisam de uma solu\u00e7\u00e3o leve para beber nos pontos de \u00e1gua ou misturar pastilhas de hidrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mais importante n\u00e3o \u00e9 o modelo do copo. \u00c9 a mudan\u00e7a de mentalidade. Em vez de esperar que a prova entregue tudo, o atleta passa a fazer parte da solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u201cQuando n\u00e3o oferecemos copos descart\u00e1veis nos pontos de hidrata\u00e7\u00e3o e entregamos um copo retr\u00e1til no kit, o corredor deixa de ser apenas espectador de uma mensagem sustent\u00e1vel e passa a fazer parte dela. Ele precisa se preparar, levar seu recipiente, pensar na pr\u00f3pria hidrata\u00e7\u00e3o e entender que a presen\u00e7a dele naquele ambiente tamb\u00e9m envolve responsabilidade\u201d, explica Gabriela.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/copo-colapsavel-wtr.webp\" alt=\"Atleta na WTR usando o copo colaps\u00e1vel dado na prova\" width=\"1024\" height=\"683\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37086\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/copo-colapsavel-wtr.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/copo-colapsavel-wtr-300x200.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/copo-colapsavel-wtr-768x512.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>Para ela, essa mudan\u00e7a de comportamento promove educa\u00e7\u00e3o de forma pr\u00e1tica. \u201cO atleta percebe que pequenas decis\u00f5es individuais, quando aplicadas em escala, reduzem significativamente o impacto do evento\u201d.<\/p>\n<p>Em uma das etapas da WTR, foi conduzida uma pesquisa que mostrou que 94,2% do p\u00fablico percebeu algumas das boas pr\u00e1ticas implementadas, e 33% citou especificamente o fato de n\u00e3o entregarem copos descart\u00e1veis.<\/p>\n<h2>Princ\u00edpio 4 \u2014 Deixe o que encontrar<\/h2>\n<h2>No trail run, isso significa:<\/h2>\n<p>n\u00e3o levar lembran\u00e7as naturais, n\u00e3o alterar a trilha e n\u00e3o transformar o ambiente em cen\u00e1rio descart\u00e1vel.<\/p>\n<p>Este princ\u00edpio pode parecer menos \u00f3bvio para corredores, mas aparece em muitos detalhes.<\/p>\n<p>N\u00e3o colher flores, frutos, sementes ou plantas. N\u00e3o pegar pedras, conchas, ossos, penas ou outros elementos naturais como lembran\u00e7a. N\u00e3o mexer em estruturas hist\u00f3ricas ou culturais. N\u00e3o remover placas oficiais. N\u00e3o construir totens, setas improvisadas ou marcos de pedra. N\u00e3o \u201cmelhorar\u201d a trilha por conta pr\u00f3pria durante um treino. N\u00e3o abrir passagem em vegeta\u00e7\u00e3o para facilitar uma descida ou uma ultrapassagem.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-4.webp\" alt=\"Princ\u00edpio 4 do Leave No Trace no Trail Run\" width=\"1024\" height=\"576\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37074\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-4.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-4-300x169.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-4-768x432.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Imagem ilustrativa gerada por intelig\u00eancia artificial<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m vale pensar no mundo digital.<\/p>\n<p>Nem toda trilha registrada no GPS deveria virar convite para repeti\u00e7\u00e3o. Em alguns lugares, compartilhar tracklogs de acessos informais, atalhos, trilhas n\u00e3o autorizadas ou \u00e1reas sens\u00edveis pode aumentar o impacto. Aplicativos de rota, segmentos e redes sociais s\u00e3o ferramentas poderosas, mas tamb\u00e9m podem popularizar caminhos que n\u00e3o deveriam receber fluxo.<\/p>\n<p>Para organizadores, \u201cdeixar o que encontrar\u201d significa retirar tudo o que foi colocado para a prova: fitas, placas, setas, faixas, estruturas tempor\u00e1rias, materiais de arena, marca\u00e7\u00f5es no ch\u00e3o e res\u00edduos dos postos. A sinaliza\u00e7\u00e3o deve ser tempor\u00e1ria, remov\u00edvel e planejada para n\u00e3o deixar marcas permanentes.<\/p>\n<p><strong>\u201cQuando uma prova ocupa uma montanha, uma trilha, uma praia ou uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o, existe uma responsabilidade muito grande de preservar aquele territ\u00f3rio e de devolver esse espa\u00e7o t\u00e3o bem cuidado quanto poss\u00edvel\u201d, comenta Gabriela.<\/strong><\/p>\n<p>Portanto, uma prova bem organizada n\u00e3o deveria deixar rastros na trilha.<\/p>\n<h2>Princ\u00edpio 5 \u2014 Minimize os impactos de fogueiras<\/h2>\n<p><strong>No trail run, isso significa:<\/strong> controlar qualquer fonte de calor associada ao treino, \u00e0 prova ou \u00e0 estrutura do evento, especialmente em \u00e1reas secas ou sens\u00edveis.<\/p>\n<p>Para quem est\u00e1 apenas correndo, este princ\u00edpio pode parecer distante. Afinal, corredores n\u00e3o costumam fazer fogueiras durante um treino ou uma prova. Mas a l\u00f3gica por tr\u00e1s do princ\u00edpio continua muito relevante: evitar danos causados pelo fogo e por outras fontes de calor em ambientes naturais.<\/p>\n<p>No trail run, esse impacto pode aparecer de outras formas. Algumas provas envolvem arena de largada e chegada, bases de apoio, \u00e1reas de conviv\u00eancia, camping, pernoite, equipes, staffs, volunt\u00e1rios, espectadores e alimenta\u00e7\u00e3o no local. Em eventos mais longos, tamb\u00e9m pode haver cozinha de apoio, uso de fogareiros, churrasqueiras, geradores, ilumina\u00e7\u00e3o, aquecedores ou estruturas tempor\u00e1rias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 o risco de inc\u00eandio. Bitucas de cigarro, fogareiros mal utilizados, churrasqueiras improvisadas, fogueiras n\u00e3o autorizadas, fa\u00edscas, brasas mal apagadas ou qualquer fonte de calor em per\u00edodos secos podem causar danos enormes. Em algumas regi\u00f5es, uma pequena neglig\u00eancia pode gerar um inc\u00eandio florestal de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para atletas, a aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: n\u00e3o fazer fogueiras improvisadas, n\u00e3o descartar bitucas, respeitar restri\u00e7\u00f5es locais, evitar qualquer fonte de fogo n\u00e3o autorizada e orientar equipes de apoio, familiares e amigos a fazerem o mesmo. Mesmo quem est\u00e1 apenas acompanhando uma prova tamb\u00e9m faz parte do impacto daquele evento.<\/p>\n<p>Para organizadores, esse princ\u00edpio exige planejamento da arena, controle das \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o, regras claras para camping e equipes de apoio, orienta\u00e7\u00e3o a volunt\u00e1rios e espectadores, respeito \u00e0s normas locais e aten\u00e7\u00e3o especial em \u00e9pocas de seca ou alto risco de inc\u00eandio. Quando houver uso de cozinha, fogareiros, churrasqueiras ou geradores, isso precisa estar previsto, autorizado e controlado.<\/p>\n<p>Ou seja, no trail run, o Princ\u00edpio 5 n\u00e3o se resume \u00e0 fogueira tradicional. Ele trata de uma pergunta mais ampla: quais riscos e impactos as fontes de calor associadas \u00e0 atividade podem gerar naquele ambiente?<\/p>\n<p>Mesmo quando o corredor n\u00e3o acampa, a prova pode criar uma estrutura ao redor da trilha. E essa estrutura tamb\u00e9m precisa seguir uma l\u00f3gica de m\u00ednimo impacto.<\/p>\n<h2>Princ\u00edpio 6 \u2014 Respeite a vida selvagem<\/h2>\n<p><strong>No trail run, isso significa:<\/strong> correr sem perseguir, assustar, alimentar ou interferir no comportamento dos animais.<\/p>\n<p>Corredores se deslocam r\u00e1pido, muitas vezes em sil\u00eancio relativo, cedo pela manh\u00e3, no fim da tarde ou \u00e0 noite. Isso aumenta a chance de encontros inesperados com animais.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 importante observar a fauna \u00e0 dist\u00e2ncia, n\u00e3o perseguir animais para fotografar, n\u00e3o tentar tocar, n\u00e3o alimentar, n\u00e3o deixar restos de comida e reduzir ru\u00eddos desnecess\u00e1rios em \u00e1reas sens\u00edveis.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-6.webp\" alt=\"Leave no Trace no Trail Run - Princ\u00edpio 6\" width=\"1024\" height=\"576\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37078\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-6.webp 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-6-300x169.webp 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/leave-no-trace-trail-run-principio-6-768x432.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Imagem ilustrativa gerada por intelig\u00eancia artificial<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante respeitar fechamentos tempor\u00e1rios de trilhas por reprodu\u00e7\u00e3o, nidifica\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a de filhotes, risco de inc\u00eandio ou recupera\u00e7\u00e3o ambiental. Uma trilha fechada n\u00e3o \u00e9 um desafio para o atleta \u201cmais raiz\u201d. \u00c9 uma decis\u00e3o de manejo que precisa ser respeitada.<\/p>\n<p>Restos de comida tamb\u00e9m entram aqui. Uma casca de fruta, um peda\u00e7o de barra ou um alimento deixado no ch\u00e3o n\u00e3o \u00e9 inofensivo. Pode atrair animais, alterar comportamentos e criar associa\u00e7\u00e3o entre presen\u00e7a humana e alimento.<\/p>\n<p>Para organizadores, esse princ\u00edpio envolve escolha de percurso, \u00e9poca do ano, comunica\u00e7\u00e3o com gestores, redu\u00e7\u00e3o de ru\u00eddo em \u00e1reas sens\u00edveis, controle de lixo nos postos e orienta\u00e7\u00e3o clara aos atletas.<\/p>\n<div class=\"caixa\">\n<strong>A vida selvagem n\u00e3o \u00e9 figurante da prova. Ela j\u00e1 estava ali antes da largada.<\/strong>\n<\/div>\n<p><\/p>\n<h2>Princ\u00edpio 7 \u2014 Tenha considera\u00e7\u00e3o pelos outros<\/h2>\n<p><strong>No trail run, isso significa:<\/strong> lembrar que a trilha n\u00e3o pertence apenas aos corredores.<\/p>\n<p>A trilha pode ser usada por caminhantes, fam\u00edlias, guias, peregrinos, ciclistas, cavaleiros, moradores locais, pesquisadores, brigadistas, guarda-parques e outros corredores. Em uma prova, o atleta pode estar com n\u00famero de peito, chip e meta de tempo. Mas isso n\u00e3o transforma a trilha em uma pista exclusiva.<\/p>\n<p>A Leave No Trace recomenda que corredores comuniquem sua presen\u00e7a, pe\u00e7am passagem com educa\u00e7\u00e3o, aguardem um local seguro para ultrapassar, respeitem quem est\u00e1 subindo e tenham aten\u00e7\u00e3o especial com cavalos e outros usu\u00e1rios da trilha.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa reduzir a velocidade quando necess\u00e1rio, n\u00e3o assustar pessoas por tr\u00e1s, evitar fones em volume alto, respeitar trilhas compartilhadas e aceitar que perder alguns segundos faz parte de uma conviv\u00eancia mais saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Performance n\u00e3o justifica grosseria. Competi\u00e7\u00e3o n\u00e3o elimina respeito.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/LNT-para-Trail-Run-Principio-7-A.png\" alt=\"Leave no Trace no Trail Run - Princ\u00edpio 7\" width=\"1672\" height=\"941\" class=\"aligncenter size-full wp-image-37082\" srcset=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/LNT-para-Trail-Run-Principio-7-A.png 1672w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/LNT-para-Trail-Run-Principio-7-A-300x169.png 300w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/LNT-para-Trail-Run-Principio-7-A-1024x576.png 1024w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/LNT-para-Trail-Run-Principio-7-A-768x432.png 768w, https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/06\/LNT-para-Trail-Run-Principio-7-A-1536x864.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 1672px) 100vw, 1672px\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem-nota\">Imagem ilustrativa gerada por intelig\u00eancia artificial<\/p>\n<p>Para organizadores, ter considera\u00e7\u00e3o pelos outros significa dialogar com comunidades locais, avisar usu\u00e1rios regulares da \u00e1rea, evitar bloquear acessos sem comunica\u00e7\u00e3o, respeitar moradores, orientar staffs e atletas, cuidar do tr\u00e2nsito, do barulho, do estacionamento e da rela\u00e7\u00e3o com quem vive ou trabalha naquele territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Uma prova de trail run n\u00e3o acontece apenas em uma paisagem. Ela acontece em um lugar. E lugares t\u00eam hist\u00f3rias, regras, comunidades, outros usos e outras pessoas.<\/p>\n<h2>Uma prova tamb\u00e9m pode educar<\/h2>\n<p>Quando uma prova incorpora os princ\u00edpios do Leave No Trace de forma s\u00e9ria, ela deixa de ser apenas um evento esportivo. Ela vira uma oportunidade de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso pode aparecer no manual do atleta, no briefing t\u00e9cnico, nas redes sociais, nos postos de apoio, nas placas tempor\u00e1rias e no treinamento de staffs e volunt\u00e1rios. Mensagens simples podem fazer muita diferen\u00e7a:<\/p>\n<p>\u201cFique na trilha.\u201d<br \/>\n\u201cPasse pela lama, n\u00e3o pela vegeta\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\n\u201cLeve seu gel de volta.\u201d<br \/>\n\u201cRespeite a fauna.\u201d<br \/>\n\u201cN\u00e3o corte caminho.\u201d<br \/>\n\u201cSeu lixo termina a prova com voc\u00ea.\u201d<\/p>\n<p>A International Trail Running Association (ITRA) apresenta sua Green Charter como uma iniciativa para mobilizar a comunidade do trail run na redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental do esporte, refor\u00e7ando que essa responsabilidade envolve organizadores, participantes, volunt\u00e1rios, patrocinadores, fornecedores e parceiros.<\/p>\n<div class=\"caixa\">\nEsse \u00e9 o ponto central: uma prova n\u00e3o deve apenas passar por uma \u00e1rea natural. Ela deveria sair dali deixando a trilha, a comunidade e os corredores melhores do que encontrou.\n<\/div>\n<p><\/p>\n<h2>Correr mais leve tamb\u00e9m \u00e9 deixar menos impacto<\/h2>\n<p>No trail run, fala-se muito em correr leve. T\u00eanis mais leves, mochilas menores, bast\u00f5es de carbono, jaquetas compactas, garrafas flex\u00edveis. Menos peso, mais velocidade, mais efici\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas existe outro tipo de leveza.<\/p>\n<p>Correr leve tamb\u00e9m \u00e9 passar por uma trilha sem alarg\u00e1-la. \u00c9 carregar de volta tudo o que foi levado. \u00c9 ter um plano para os pr\u00f3prios res\u00edduos, inclusive dejetos humanos. \u00c9 n\u00e3o cortar caminho, saber esperar para ultrapassar e escolher provas que respeitam os lugares por onde passam.<br \/>\n\u00c9 entender que a natureza n\u00e3o \u00e9 obst\u00e1culo, cen\u00e1rio ou produto descart\u00e1vel.<\/p>\n<p>O trail run s\u00f3 existe porque existem trilhas, montanhas, florestas, parques, comunidades e paisagens capazes de nos receber. Se o esporte cresce sem cuidado, ele compromete justamente aquilo que o torna especial.<\/p>\n<p>Chico Santos, atleta de elite de trail run e treinador, capacitado no Leave No Trace \u2013 Instrutor N\u00edvel 1, costuma usar a frase \u201cQuanto mais gente na trilha, mais trilha na gente\u201d. E sentir-se parte da natureza passa por educa\u00e7\u00e3o, respeito e consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Organizador de Training Camps pela CS Experience, o objetivo de Chico \u00e9 incluir oficinas de Leave No Trace para ampliar o conhecimento sobre t\u00e9cnicas de m\u00ednimo impacto entre corredores de trilha.<\/p>\n<p><strong>\u201cEmbora muitos praticantes de trail run sejam conscientes, ainda existem pr\u00e1ticas irregulares, principalmente o h\u00e1bito de deixar pequenos res\u00edduos pelo caminho. \u00c9 importante levar informa\u00e7\u00e3o, especialmente para quem est\u00e1 come\u00e7ando, para que j\u00e1 inicie com essa consci\u00eancia.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de multiplicar conhecimento em seus eventos, Chico dissemina os princ\u00edpios do Leave No Trace em seu projeto social. \u201cTreino tr\u00eas atletas que j\u00e1 v\u00eam se destacando, e trabalho com eles a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de n\u00e3o desviar da rota para ganhar tempo ou evitar obst\u00e1culos, assim como o respeito com os outros corredores.\u201d<\/p>\n<p>No trail run, o Leave No Trace, n\u00e3o limita a experi\u00eancia. Pelo contr\u00e1rio: ajuda a garantir que ela continue existindo.<\/p>\n<div class=\"caixa\">\nCorrer na natureza \u00e9 um privil\u00e9gio. Cuidar dela \u00e9 parte do percurso.\n<\/div>\n<p><\/p>\n<h2>Quer se aprofundar em Leave No Trace?<\/h2>\n<p><a title=\"Parceria Gear Tips e Leave No Trace\" href=\"https:\/\/geartips.com\/lnt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Gear Tips \u00e9 parceiro corporativo da Leave No Trace<\/a> e atua na difus\u00e3o dos princ\u00edpios de m\u00ednimo impacto por meio de artigos, v\u00eddeos, cursos e materiais educativos voltados a praticantes, guias, condutores, instrutores, organizadores de eventos e profissionais do mercado outdoor.<\/p>\n<p>Para continuar aprendendo, acesse os conte\u00fados sobre <a title=\"Leia mais sobre Leave No Trace\" href=\"https:\/\/geartips.club\/blog\/tag\/lnt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leave No Trace no blog do Gear Tips<\/a>!<\/p>\n<p>Quem deseja se aprofundar ainda mais pode conhecer o <a title=\"Saiba mais sobre o curso de Leave No Trace\" href=\"https:\/\/geartips.club\/academy\/courses\/curso-presencial-leave-no-trace-instrutor-nivel-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">curso Leave No Trace \u2013 Instrutor N\u00edvel 1<\/a>, parte do Programa CAPACITAR do Gear Tips. O curso forma multiplicadores capazes de ensinar pr\u00e1ticas de m\u00ednimo impacto em palestras, oficinas, cursos introdut\u00f3rios, atividades educativas e a\u00e7\u00f5es em parques, escolas, clubes, operadoras e comunidades outdoor.<\/p>\n<p>Leave No Trace n\u00e3o \u00e9 apenas sobre n\u00e3o deixar lixo. \u00c9 sobre desenvolver uma rela\u00e7\u00e3o mais consciente, respons\u00e1vel e respeitosa com os lugares por onde passamos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trail run cresceu muito nos \u00faltimos anos. Isso \u00e9 \u00f3timo. Mais pessoas correndo em trilhas significa mais gente se aproximando da natureza, descobrindo montanhas, florestas, parques, caminhos hist\u00f3ricos e paisagens que talvez nunca fossem acessadas pela corrida de rua. Mas esse crescimento tamb\u00e9m traz um desafio. Muitos corredores chegam ao trail run com excelente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1096,"featured_media":37095,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1051,1094],"tags":[1093,1167,1175,1176],"class_list":["post-36943","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-trail-run","category-leave-no-trace","tag-lnt","tag-minimo-impacto","tag-trail-run","tag-trail-running"],"blocksy_meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36943","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1096"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36943"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36943\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36947,"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36943\/revisions\/36947"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37095"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/geartips.club\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}