Garrafa, Reservatório ou Soft Flask – qual é a melhor opção para hidratação nas atividades outdoor?

Esportes como trilha, ciclismo e trail run exigem muito do corpo, principalmente quando as atividades acontecem em dias quentes. Durante o verão, a perda de líquidos pelo suor aumenta significativamente, e a desidratação pode surgir mais rápido do que muitos imaginam — mesmo em atividades de intensidade moderada. A hidratação adequada é fundamental para manter o desempenho, evitar câimbras, tonturas, queda de pressão, exaustão térmica e até problemas mais graves. Além disso, a falta de água compromete a concentração, a coordenação motora e a tomada de decisão, fatores essenciais para a segurança em ambientes naturais.

Por isso, escolher o acessório de hidratação ideal para cada modalidade, duração da atividade e condições climáticas faz toda a diferença — algumas opções funcionam melhor para determinados esportes e não são eficientes em outros. Neste texto falarei um pouco mais sobre cada uma das formas mais comuns de transportar água durante as atividades outdoor.

1. Garrafa rígida e semi-rígida

Essas garrafas são as opções mais duráveis entre todas as formas que temos para levar água durante uma atividade outdoor. Ainda assim, nem sempre são a melhor escolha para todos os esportistas.

Podemos dividi-las em dois grupos principais: garrafas de metal ou de plástico. Cada tipo tem vantagens e desvantagens.

Alguns modelos de garrafas de aço inox possuem isolamento térmico, um recurso útil que vai ajudar a manter a temperatura do líquido por mais tempo, seja ele quente ou frio. Porém, elas são mais pesadas do que as opções de plástico, nem sempre possuem o bocal largo e não são práticas para verificar com precisão a quantidade de água restante – e, geralmente, são mais caras.

Eu não levaria uma garrafa de aço inox para uma atividade outdoor, a menos que ela tivesse uma função muito específica como, por exemplo, manter um líquido quente em um ambiente com temperaturas muito baixas. Contudo, elas podem ser usadas em trilhas se você não se incomodar com o peso extra.

Já as garrafas plásticas rígidas, feitas com polímeros plásticos como o Tritan, são relativamente leves, resistentes, normalmente possuem bocal largo e são feitas sem compostos químicos nocivos, como BPA, BPS e BPF. Aliás, esse é um ponto importante ao escolher uma garrafa: certifique-se de verificar se ela é feita com um material de qualidade que não contenha compostos químicos nocivos na composição do plástico.

Existem também as garrafas plásticas semi-rígidas, ou seja, garrafas que podem ser apertadas como um “squeeze”. Essa característica combinada com um bocal de 28 mm permite que essas garrafas sejam usadas em conjunto com filtros compactos, como o Sawyer, por exemplo. Assim você consegue filtrar o conteúdo da garrafa para outro recipiente ou mesmo para beber.

CamelBak Chute, Igneous Nobo e CNOC ThruBottle

Da esquerda para direita: CamelBak Chute, Igneous Nobo e CNOC ThruBottle – todas com 1 litro de capacidade. A CamelBak é rígida e tem uma proposta de uso mais “diário”, porém pode ir para trilha. E as outras duas são semi-rígidas e mais leves, com a proposta de substituir as garrafas PET descartáveis nas trilhas.

As garrafas plásticas transparentes ou translúcidas também têm outra vantagem: você consegue verificar rapidamente a quantidade de água dentro delas, diferente do que acontece com as garrafas de metal.

As garrafas são ótimas para transportar água, mas devem ficar acessíveis durante o uso. Evite colocá-las dentro da mochila ou em bolsos laterais que não podem ser acessados sem ajuda de alguém ou sem retirar a mochila das costas. Isso pode fazer com que você deixe de beber água regularmente por não ter um acesso fácil à garrafa.

Garrafa de Aço Inox - Hidratação em atividades outdoor

Garrafas de metal são uma opção mais ecológica, pois tem uma reciclagem mais simples. Mas são mais pesadas do que outras opções. Foto: Freepik.

As garrafas de alumínio ficaram de fora porque esse material não é uma opção tão saudável quanto o aço inox. Elas são mais leves e mais baratas do que as de aço, mas precisam de tratamentos ou camadas especiais no interior para impedir o contato do alumínio com a água. Se for para escolher uma garrafa de metal prefira as de aço inox. O titânio também é uma opção, ele é seguro e mais leve do que o aço inox – mas é ainda mais caro.

Do ponto de vista do impacto ambiental as garrafas de aço ou titânio são muito melhores, porque esses materiais podem ser reciclados facilmente. Entretanto, elas apresentam as limitações que citei acima.

Na balança:
Pesei uma garrafa térmica de aço inox Thermos de 500ml e uma CamelBak Chute de 1 litro. Resultado: CamelBak 188 gramas e Thermos 295 gramas. As garrafas da Igneous e CNOC (que aparecem na imagem acima) pesam, respectivamente, 64 g e 90 g.

Principais vantagens e desvantagens das garrafas rígidas

Vantagens:

  • Podem ser usadas em outras situações (dia a dia, academia, viagens, etc);
  • Modelos com bocal largo (normalmente 63 mm) são mais fáceis de limpar e encher;
  • Podem ser usadas para aquecer o saco de dormir (basta colocar a garrafa com água morna dentro do saco – cuidado com a temperatura da água);
  • Garrafas de qualidade não vazam e são resistentes a impactos e quedas;
  • Muitas garrafas específicas para uso outdoor permitem o acoplamento de filtros de água, e algumas já são vendidas com filtro ou são compatíveis com adaptadores;
  • Garrafas de qualidade serão livres de compostos químicos nocivos;
  • São reutilizáveis.

Desvantagens:

  • Os modelos de aço são os mais pesados e não são tão práticos como os modelos de plástico transparente;
  • A garrafa precisa ficar acessível durante o uso, caso contrário você pode beber menos água por causa da dificuldade de acesso;
  • Algumas garrafas são mais largas e podem não encaixar perfeitamente nos bolsos de todas as mochilas;
  • Bocais fora do padrão não serão compatíveis com filtros de água ou com adaptadores;
  • São mais pesadas do que outras opções;
  • Mesmo vazias elas ocupam um espaço significativo na mochila.

Indicação de uso das garrafas rígidas

Esse tipo de garrafa funciona melhor nas trilhas, sejam elas curtas ou um pouco mais longas. Também podem ser usadas no dia a dia, em viagens urbanas e nas cicloviagens. Uma dica: múltiplas garrafas permitem que você gerencie melhor a água durante a trilha. Você pode separar uma garrafa para beber, outra para a água reserva e uma para cozinhar a noite, por exemplo.

2. Soft flask ou “garrafa dobrável”

O soft flask surgiu como uma opção de hidratação para os corredores que usam coletes e mochilas com alças que permitem o encaixe deles. O grande destaque deste tipo de garrafa está na combinação de duas características: baixo peso e compactação.

Recentemente, fiz algumas trilhas curtas usando um soft flask de 500 ml como uma garrafa de acesso rápido. Ele ficava no bolso lateral da minha mochila de ataque e funcionava como uma “extensão” da garrafa PET de 1.5 L que estava dentro da mochila. Eu enchia o soft flask com a água da garrafa maior e usava ele durante a caminhada. Quando a água do flask acabava, eu parava e reabastecia. Este processo tinha alguns benefícios:

1. Eu conseguia manter a hidratação regular durante a trilha;
2. Eu acompanhava facilmente a quantidade de água consumida;
3. Eu parava menos do que pararia se precisasse pegar a garrafa dentro da mochila sempre que quisesse beber.

Na balança:
Pesei o Flask NTK de 500 ml que usei naquela trilha, resultado: 37 gramas.

Soft flasks são funcionais para corredores que usam mochilas com bolsos nas alças. Foto: Deuter

Mochilas e coletes para corrida normalmente possuem bolsos nas alças para acomodar um ou mais soft flasks. Foto: deuter.

No quesito peso e compactação, os soft flasks também são muito superiores às garrafas rígidas. Eles podem ser enrolados quando estão vazios, reduzindo o espaço ocupado na mochila. Além disso, eles são mais leves do que as garrafas que citei anteriormente. Mas nem tudo é perfeito: os soft flasks são mais frágeis do que as garrafas rígidas e o manuseio não é tão prático, portanto, escolha um modelo de boa qualidade.

Dica extra:
Se você é adepto da ideia do “faça você mesmo” experimente fazer bolsos removíveis para transportar os soft flasks (ou garrafas menores) nas alças da sua mochila. Essa adaptação pode lhe ajudar quando a mochila não tem bolsos laterais ou quando o acesso a eles durante a caminhada não é tão fácil.

Soft Flask NTK 500 ml

Flask da NTK que eu usei em algumas trilhas curtas na Ilha Grande em dezembro de 2025

Principais vantagens e desvantagens dos soft flasks

Vantagens:

  • São leves e compactos;
  • Volumes que vão desde 250 ml até 1 litro, mas existem opções similares com mais de 3 litros – como alguns modelos da HydraPack;
  • São transparentes, permitindo acompanhar o consumo de água;
  • São menos volumosos do que as garrafas rígidas;
  • Adaptam-se bem em bolsos mais estreitos ou nas alças de mochilas e coletes específicos (volumes menores);
  • Alguns possuem tampas que protegem o bico contra sujeira;
  • Alguns modelos permitem acoplar filtros de água (no mercado internacional existem modelos que são vendidos com os filtros).

Desvantagens:

  • O manuseio não é tão prático quanto uma garrafa;
  • Alguns modelos possuem bocal pequeno, o que dificulta a limpeza e o abastecimento;
  • São mais frágeis, podem furar ou rasgar durante o uso;

Indicação de uso dos soft flasks

Os soft flasks são versáteis, eles funcionam muito bem tanto na corrida quanto nas trilhas. Entretanto, como são mais frágeis, não devem ser usados em situações onde existe a possibilidade deles sofrerem danos por causa do atrito com galhos, bambus, etc. Eles podem ser usados em viagens de bike (em coletes ou mochilas), mas o manuseio dos soft flasks durante o pedal não é tão prático; e podem funcionar nas viagens urbanas, como uma alternativa às garrafas rígidas ou PETs.

Existem flasks que não são soft, ou seja, são pequenas garrafas flexíveis, mas não são completamente maleáveis como os soft flasks. São produtos voltados para uso em treinos e corrida. Um exemplo de flask é a Garrafa Flexivel Trail Running 500 Ml Kiprun.

Reservatório com mangueira

Popularmente conhecido como “CamelBak” (por causa da marca americana) ou “bolsa de hidratação”, esse tipo de reservatório funciona bem em alguns esportes. Ele oferece uma capacidade de transporte de água maior do que as garrafas e soft flasks; e a mangueira lhe permite beber água enquanto corre, pedala ou caminha.

Mas eles têm um “problema” antigo: ao usar um reservatório deste tipo você precisará de uma garrafa extra caso queira levar um isotônico. Dependendo da sua atividade isso pode não ser um problema, mas para quem pensa em minimalismo e redução de peso essa característica será um ponto negativo. Há anos atrás surgiu no mercado um reservatório com dois compartimentos e duas mangueiras, justamente para resolver essa questão, porém o público não adotou a ideia.

A acessibilidade também merece atenção: o reservatório costuma ir dentro da mochila, o que pode dificultar a retirada para reabastecimento quando a mochila estiver cheia. Além disso, eles podem ser comprimidos durante a atividade (especialmente nas mochilas cargueiras). Em um passado distante, tive uma experiência ruim com um reservatório de baixa qualidade que rompeu dentro da minha mochila.

Reservatório de hidratação da deuter. Na direita imagem de um filtro HydraPak acoplado ao reservatório.

Reservatório de hidratação da deuter. Na direita, imagem de um filtro Hydrapak acoplado ao reservatório.

Por ser um acessório específico, ele acaba perdendo pontos na flexibilidade de uso. Enquanto garrafas e soft flasks funcionam em viagens e no dia a dia, o reservatório com mangueira não seria prático nessas situações.

No canal do Gear Tips no YouTube você pode encontrar um vídeo com dicas sobre como limpar um reservatório do tipo CamelBak e vários outros vídeos sobre reservatórios de hidratação.

Principais vantagens e desvantagens dos reservatórios

Vantagens:

  • Possibilita o transporte de um volume maior de água em um recipiente relativamente compacto;
  • Permite ao usuário beber em movimento com muita praticidade, é a opção mais prática neste cenário;
  • Permite acoplar modelos específicos de filtros de água na mangueira.

Desvantagens:

  • Não são tão compactos quanto os soft flasks e nem tão funcionais quanto as garrafas;
  • Precisam de uma mochila com bolso específico para funcionarem perfeitamente;
  • Reabastecimento mais complicado durante a trilha, será necessário remover o reservatório da mochila ou usar uma garrafa para enchê-lo;
  • Limpeza mais trabalhosa do que as outras opções;
  • Você não consegue estimar precisamente a quantidade de água no reservatório sem retirá-lo da mochila;
  • Modelos mais baratos podem estourar ou vazar;
  • Possuem mais partes que podem dar problemas – engates, mangueira, válvulas de fluxo, tampas e bicos;
  • Não são a melhor opção em ambientes com temperaturas negativas, onde a água pode congelar na mangueira ou no reservatório.

Indicação de uso dos reservatórios com mangueira

  • Na bicicleta: em treinos, passeios, viagens ou desafios de longa duração. Eventualmente pedalo com uma mochila e um reservatório desses, e quando preciso levo uma garrafa com isotônico no suporte da bike. Também existem pochetes de hidratação com espaço para reservatórios específicos;
  • Nas trilhas: eles funcionam melhor em mochilas de ataque ou coletes de corrida do que nas mochilas cargueiras (por causa do acesso ao reservatório durante a caminhada);
  • Em atividades um pouco mais longas: quando você precisa transportar mais do que 1,5 litros de água e quer ter a facilidade de beber em movimento;
  • Trail run e corrida de aventura: um reservatório com mangueira pode facilitar muito a hidratação durante o deslocamento.

Garrafa de bike (com ou sem isolamento térmico)

As caramanholas ou squeezes, como também são chamadas as garrafas para ciclismo, podem ir muito além do uso na bicicleta. Os volumes chegam aos 820 ml e algumas possuem isolamento térmico.

O bocal largo e o bico que controla o fluxo do líquido são características interessantes nas trilhas curtas (onde o isolamento térmico faz mais sentido). Porém, em trilhas um pouco mais longas, o isolamento passa a ser uma desvantagem. Essa característica adiciona peso à garrafa e não se justifica em caminhadas de vários dias.

Na balança – comparação com uma garrafa rígida de volume similar:
Pesei uma garrafa rígida CamelBak Chute 750 ml (feita em Tritan) e uma garrafa de bike Refactor 710 ml com isolamento térmico. A CamelBak marcou 154 g e a Refactor 125 g, mas existem modelos sem isolamento térmico que são ainda mais leves. Se você já utiliza garrafas deste tipo na bike, experimente levá-las em uma caminhada. Talvez você descubra que não precisa de outra garrafa para usar nas trilhas a pé.

Garrafas para bike são versáteis

Garrafas para bike são versáteis e podem ser usadas em diversas situações diferentes

Assista ao vídeo do Gear Tips Labs onde o Pedro Lacaz Amaral fez um comparativo entre 3 garrafas de bike da CamelBak, com e sem isolamento térmico.

Principais vantagens e desvantagens das garrafas de ciclismo

Vantagens:

  • Capacidade entre 500 ml e 820 ml, adequada para diversos tipos de atividade;
  • Algumas são mais baratas e leves do que as garrafas rígidas;
  • Alguns modelos possuem isolamento térmico, uma vantagem para esportes de curta duração (onde essa característica faz sentido);
  • O bico com controle do fluxo facilita a hidratação com uma mão só. Não é necessário usar as duas mãos para abrir a garrafa, como acontece com uma garrafa comum;
  • Funcionam para o uso no dia a dia.

Desvantagens:

  • Modelos mais simples podem vazar pelo bico, mas alguns modelos mais sofisticados possuem travas de fluxo que eliminam esse problema;
  • A flexibilidade da garrafa também pode ser um ponto negativo, alguns modelos podem vazar se forem comprimidos dentro da mochila.

Indicação de uso das garrafas de ciclismo

Esse tipo de garrafa pode funcionar muito bem nas trilhas curtas, na academia, no dia a dia e na bike, obviamente.

Garrafas PET

As garrafas PETs (de água mineral ou refrigerante) costumam ser usadas pelos caminhantes para reduzir o peso na mochila sem gastar dinheiro. Uma garrafa PET de 1,5 litros pesa em torno de 30-40 g, uma relação de peso-volume muito melhor do que as outras opções anteriores.

A vantagem financeira também é óbvia, entretanto, elas não duram tanto quanto as outras opções, o que exige a compra de uma garrafa nova de tempos em tempos. Isso resulta em uma geração constante de lixo plástico.

Garrafas PET são facilmente encontradas ao longo das trilhas, em parte por falta de bom senso de algumas pessoas e em parte pelo fato de que aquela garrafa não custou caro, ela é “descartável”. Agora pense: quantas garrafas rígidas você já encontrou abandonadas pelo caminho? Será que não vale a pena incluir algumas gramas a mais na sua mochila para ajudar na redução do lixo plástico?

Obviamente as garrafas que encontramos no meio das trilhas não foram deixadas por quem tem consciência ambiental e uma noção de mínimo impacto. Mas nem sempre uma garrafa descartada em uma lixeira após a trilha será, efetivamente, reciclada. Isso vai depender da coleta no local, se o lixo reciclável não foi misturado com lixo orgânico, etc.

Normalmente uso garrafas rígidas nas trilhas ou viagens, mas nem sempre isso é possível, principalmente quando viajo com uma mochila reduzida e sem despachar bagagem. Quando isso acontece, opto por comprar uma garrafa de água de 1.5L que seja resistente o suficiente para aguentar o uso durante aquela viagem, e reabasteço essa garrafa em bebedouros públicos, na hospedagem ou durante a caminhada. A ideia é simples: estender o uso da garrafa PET durante a viagem para não precisar comprar outra garrafa, e sempre descartá-la em um ponto de coleta de recicláveis após o uso. Mas será que essa ideia é boa?

As garrafas PET descartáveis foram criadas para usos únicos, os materiais não foram planejados para um uso prolongado. Essas garrafas podem sofrer degradação ao longo do tempo e eliminar microplásticos na água. Existem diversos estudos científicos que falam sobre este tipo de contaminação antes mesmo do reuso da garrafa PET, como por exemplo:

Esse movimento de substituição da garrafa descartável está gerando os debates nos Estados Unidos também, marcas como CNOC e Igneous possuem garrafas reutilizáveis e outras soluções leves para hidratação que estão sendo consideradas por alguns hikers como uma alternativa às garrafas PET.

Garrafa PET de 1 Litro Smartwater e um container da CNOC Outdoors - Vector 42mm

Misturar soluções diferentes é comum nas atividades outdoor. Na imagem uma garrafa PET de 1 litro ao lado de uma bolsa de água da CNOC Outdoors (Vecto 42 mm) / Foto: Alex Moliski – Unsplash

Principais vantagens e desvantagens das garrafas PET

Vantagens:

  • Leve e muito barata;
  • Diversas capacidades, inclusive acima de 2 litros;
  • Quando está vazia pode ser amassada reduzir o volume ocupado na mochila, mas isso afeta a durabilidade da garrafa;
  • Não costuma vazar;
  • Permite acoplar filtros compactos (28 mm);
  • Possibilidade de usar garrafas com capacidades diferentes mantendo um custo baixo.

Desvantagens:

  • Geração de lixo plástico;
  • Baixa durabilidade se comparada com outras opções para transportar água;
  • Não é qualquer garrafa que cabe nos bolsos laterais das mochilas;
  • Bocal estreito dificulta o abastecimento durante a caminhada e não facilita a limpeza interna;
  • Não deve ser usada em períodos prolongados por causa do risco de contaminação química pela degradação do plástico ou biológica por falta de limpeza adequada.

Indicação de uso das garrafas PET

Se você se preocupa com a questão ambiental e com a presença de microplásticos na água, considere usar a garrafa PET nas situações onde você não tem outra solução para transportar água. Após o uso, dê um destino correto à garrafa.

Outras formas para transportar volumes maiores de água

Não pretendo entrar em detalhes, mas existem diversos acessórios para quem precisa levar mais água nas atividades, soluções que atendem expedições, grupos grandes ou pessoas que viajam de carro, bicicleta, moto, caiaque…

Desde produtos mais baratos como reservatórios colapsáveis de 5 litros (ou mais) até produtos mais técnicos, como os reservatórios do tipo WaterCell da Sea to Summit ou similares. Cada um com seu público alvo e indicação de uso.

Há opções mais leves também, como os containers da CNOC Outdoors, que são mais interessantes para quem deseja reduzir algumas gramas no peso da mochila.

Mas qual é a melhor opção para hidratação?

A resposta é simples: depende do seu perfil de uso. Não existe uma solução universal que atenda 100% das pessoas em qualquer atividade.

A ideia deste texto foi colocar na “mesa” todas as alternativas mais comuns para transporte de água nos esportes outdoor, sem deixar de lado a possibilidade do uso no dia a dia e em viagens. Comprar um equipamento que pode ser usado em mútiplas situações é um investimento mais inteligente. Comparando essas informações e fazendo a sua própria pesquisa você poderá escolher a melhor opção para o seu uso.

Outro ponto importante é a sustentabilidade. Nem sempre a escolha pelo mais leve e barato será a melhor solução a longo prazo. Você resolve o problema rápido, mas e depois? A sua escolha vai parar no mar ou nos aterros sanitários? Esse questionamento vale para todos os outros itens que mencionei neste texto. Faça escolhas conscientes e não compre “coisas desnecessárias” que ficarão jogadas em uma caixa na sua garagem ou no quarto da bagunça.

Inclusive você pode olhar no armário da cozinha, quem sabe não existem algumas garrafas “esquecidas” lá que poderiam ser usadas, revendidas ou doadas.

Bons ventos!

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Mario Nery

Mario Nery é montanhista e ciclista. Pratica esportes outdoor, especialmente trekking e montanhismo, desde a adolescência; e mais recentemente descobriu no ciclismo uma nova paixão. Fundou o TrekkingBrasil.com em 2010 para abordar temas relacionados aos esportes de montanha. Atualmente reside em Santa Catarina, trabalha com desenvolvimento web e design gráfico e continua trilhando e pedalando por aí.

Artigos: 16

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